quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Guia do parto normal

Na hora de ter um filho sempre bate aquela ansiedade. A mãe não vê a hora de ver a carinha do bebê – e, por essa ou por outras, acaba concordando com uma cesárea desnecessária. Só quando a criança estiver completamente pronta para nascer é que esse momento deve, de fato, acontecer. Veja por que o parto normal é muito mais seguro



Depois de nove meses de gestação, chega a hora de ter o bebê. Dar à luz é a coisa mais natural do mundo, indica o cartaz do Ministério da Saúde para a campanha Incentivo ao Parto Normal. Mas antes do grande dia chegar, é durante os exames de pré-natal que você deve obter todas as informações para ter um parto seguro.
Embora a cesariana seja recomendada em alguns casos, o método natural (como também é conhecido o parto normal) ainda é a melhor forma de se ter um filho. Além de o parto normal ter custos menores, trata-se de um procedimento de menor complexidade e com menos risco de infecção para as mulheres, quando comparado à cesárea, explica a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo e médica do Hospital Israelita Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês.
De acordo com dados de 2002 do Sinasc (Sistema de Informações de Nascidos Vivos), o índice de cesarianas no Brasil é de 39%. Um valor muito acima dos 15 % recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Escolher o parto normal é um ganho para você e para o bebê.
Benefícios do parto normal
Algumas mulheres têm pavor só de ouvir a palavra parto natural. O grande medo são as complicações na hora do nascimento e as dores durante o trabalho de parto. No entanto, hoje em dia, temos a chance de fazer uma analgesia durante o trabalho de parto. Desde que essas mulheres recorram a médicos experientes, os riscos de complicações são bastante minimizados explica a ginecologista.
Os principais benefícios do parto normal são: melhor recuperação da mulher, redução do risco de infecção hospitalar e até uma incidência menor de desconforto respiratório para o bebê. Além disso, o vínculo estabelecido entre mãe e filho é fundamental. Se, logo após o parto, o neném é acolhido e abraçado pela mãe, nesse momento se estabelece o vínculo maternal. Após a cirurgia (cesárea), pegar o neném no colo é dolorido e, como o bebê geralmente é levado para observação, a instalação do vínculo pode demorar mais, explica Daphne Rattner, técnica do Programa Nacional de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.
Tudo bem que você não quer ser a Angelina Jolie e ter 6 crianças para cuidar e sustentar. Mas pensar que em caso de cesárea há uma limitação no número de filhos que você pode ter pode ser desagradável. Nenhum médico deixaria uma mãe chegar a realizar seis cesarianas; geralmente as mães são esterilizadas após a terceira cirurgia, explica a técnica.
Saúde da mãe
O índice de morte materna em caso de cesárea é 3,5 vezes maior que em parto natural. Isso é um diferencial importantíssimo na hora de decidir qual o método melhor para você. Os riscos são inerentes à própria cirurgia, a começar pela anestesia, em que a possibilidade de uma reação é imprevisível, adverte Daphne.
Mito
Se você acredita que não pode realizar um parto normal porque já fez uma cesárea, está enganada. Estudos comprovam que você pode sim ter um parto natural sem problemas, com profissionais treinados para acompanhar esses casos. A única recomendação é não utilizar substâncias para acelerar o trabalho de parto ou aumentar a força das contrações, como a ocitocina.
Lembre-se que é super importante deixar que o seu filho nasça quando realmente estiver pronto para isso. O corpo da mulher tem um conhecimento intuitivo de como ter filhos, e a forma natural de parir pode ser muito gratificante para a mãe e seu bebê, garante a especialista.

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