quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Médico da Capital é condenado à prisão por induzir parto para tirar férias

Procedimento foi realizado no Hospital Moinhos de Vento
Foto retirada do site do hospital


O médico obstetra Oscar de Andrade Miguel foi condenado a cinco anos de prisão, em regime semi-aberto, por ter causado lesão cerebral em um recém-nascido, depois de um parto antecipado. A decisão foi unânime. Em primeira instância, o réu havia sido absolvido. Em 13 de fevereiro de 2000, o obstetra antecipou o procedimento, sem justificativa oficial, e medicou a gestante com o remédio Cytotec, sem o conhecimento dela ou do marido. O medicamento, cuja venda é restrita a hospitais cadastrados e credenciados junto à Autoridade Sanitária, é conhecido como abortivo. De acordo com o Tribunal de Justiça, o obstetra ministrou a droga para contornar um problema pessoal, já que, dias antes da data prevista para o parto normal, entrou de férias.


O parto, previsto para 22 fevereiro, ocorreu nove dias antes no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A paciente relatou ter recebido do médico, no consultório, um aplicador vaginal contendo meio comprimido de substância cujo nome ou procedência não lhe foram explicados. O médico alegou que o procedimento era o mais adequado. No dia do parto, a menina nasceu com os sinais vitais debilitados e teve de ser reanimada e, depois entubada. O bebê ainda apresentou crises convulsivas e precisou ser medicado com Valiun e Gardenal. Aos seis meses, um exame de ressonância magnética constatou lesões e sequelas permanentes no cérebro.


Fonte: Otto Herok Netto / Rádio Guaíba
Retirado: http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=239648

Sem comentários... é o fim!!

2 comentários:

  1. Pela relevância do tema, reproduzo abaixo o texto da repórter Evelin Argenta em reportagem que foi ao ar neste dia 04 de janeiro, no Chamada Geral 2ª Edição. - Rádio Gaúcha
    Médicos contestam vinculação de remédio com dano cerebral em recém nascido em Porto Alegre
    4 de janeiro de 2011 |
    O remédio Cytotec é usado em hospitais para induzir o parto em gestantes. No Rio Grande do Sul, o médico Oscar de Andrade Miguel, que usou o remédio em uma paciente para apressar o parto, foi condenado a cinco anos de prisão. Ele teria receitado o remédio para ser tomado fora do hospital, sem o apoio de uma equipe médica. O caso aconteceu no ano 2000. O bebê nasceu com danos cerebrais. Atualmente com 10 anos a menina não anda e nem fala.
    No entanto, a decisão da justiça, baseada nos efeitos da medicação, é questionada por médicos obstetras ligados à Associação Gaúcha de Obstetrícia. Apesar de condenarem a ação do médico de ter administrado o remédio para ser tomado fora do ambiente hospitalar, os quatro profissionais procurados pela Rádio Gaúcha negam que possa haver alguma relação entre a utilização do Cytotec e danos cerebrais no feto. O ex-presidente da associação gaúcha de obstetrícia, Sérgio Martins Costa, afirma que o cytotec é utilizado nos hospitais do mundo todo e não há relatos na literatura médica de problemas desse tipo.
    O advogado Ney Fayet Júnior assumiu agora a defesa do médico e disse que está aguardando a publicação do acórdão para ingressar com um recurso no Tribunal de Justiça. Ele afirma que o cliente foi absolvido em primeira instância por que os laudos não comprovaram a relação do remédio com os danos da criança. Fonte:http://wp.clicrbs.com.br/andremachado

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  2. A questão: o parto não deve ser induzido, antecipado. Salvo reais necessidades!

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