domingo, 1 de maio de 2011

Bebê grande não nasce de parto normal?? Relato de parto

Antes de lerem o Relato, gostaria de informar as gestantes, de Porto Alegre e Região metropolitana, que buscam um parto natural, domiciliar e estão na dúvida com seus obstetras, que procurem o Dr. Ricardo Herbert Jones. Gente, deve haver outros, poucos, com um perfil parecido com o do Dr. Ric, mas eu não conheço! Quase consegui falar com ele, para planejar meu parto domiciliar, mas cai no conto de "NÃO POSSO PAGAR", que o meu marido me contou... dá pra pagar SIM! Faz um empréstimo, economiza desde já! Investir em casamento, festas, carro, sempre damos um jeito, agora para trazer nossos filhos de maneira tranquila e respeitosa ao mundo, não dá ??
Ele ASSISTE parto domiciliar, junto com sua esposa Zeza, obstetriz e acho, que tem doula na equipe também, e se não me engano é a Zezé. E ele, também assiste parto hospitalar, para as que não podem ou aquelas que tem receio. LIGUEM PARA O CONSULTÓRIO! Este é o n° que tenho: (51) 32283612
Ah, por que ASSISTE??? Porque que quem  faz o parto são vocês, minhas queridas!!! Obstetra dá suporte médico e interfere, SE NECESSÁRIO. É a Lei da Natureza!!
Deixo o Relato de Dr. Ricardo Jones( que também é homeopata):

"Uma paciente me procurou há 10 dias para consultar. Grávida de 37 semanas me procurou porque sua médica estava de férias e a substituta que ela havia indicado não lhe agradou. Quando ela entrou no consultório eu me assustei com a barriga. Era realmente muito grande, mas ela é uma mulher corpulenta, 1,68 m, e gordinha.

Veio com uma pilha de ecografias (é obvio) sendo que a última prenunciava um feto de +/- 4.500g. Diante disso, tanto a sua médica como a substituta foram taxativas: "é cesariana, porque não vai passar." Para complicar essa paciente tinha uma cesariana prévia, com um bebê de 36 semanas (8 meses) por DHEG (pré-eclampsia) e 4.300g.

Tinha uma leve alteração da glicemia no último exame realizado há 1 semana. Macrossomia, cesaria prévia, diabete gestacional leve. Precisa mais? Ela me disse que queria deixar matcada a cirurgia, "já que precisava ser cesariana"...

Foi então que eu perguntei a ela: - O que vc gostaria que fosse?
Ela me respondeu: - Ora doutor, eu preferiria parto normal, que a gente pode ir pra casa mais rápido.
Então eu lhe disse: - O destino do seu parto só depende de vc. Se vc quiser ter seu filho de parto normal esse é um direito seu, que ninguém pode te retirar. O que conta nessas situações é o desejo, a vontade, a confiança que vc deposita em vc mesma.
Ela sorriu e disse: - Mas doutor... eu quero ter meu filho de parto normal. Mas meus médicos disseram que era impossível por causa da cesariana anterior, da diabete, do tamanho do bebê, e...
- Isso é secundário. Nada nem ninguém é mais forte que a tua força de vontade e o teu desejo.

Ela sorriu, e combinou de voltar com o marido.
Ela consultou comigo ontem a tarde. Ao exame de toque ela tinha um bebê muito alto na pelve e uma dilatação de uma polpa. Tinha contrações esporádicas e fracas.Pedi que ela me ligasse se as contrações viesse a ocorrer. Esta manhã ela me ligou dizendo que estava com contrações mais fortes e pedi-lhe que retornasse ao meu consultório para uma nova avaliação. Ali já havia se instalado o trabalho de parto, e ela tinha 3-4 dedos de dilatação, mas o bebê continuava alto. Pensei comigo "será que desce? será que não está apenas dilatando pra depois trancar no estreito médio?". Estes meus pensamentos se exteriorizavam com um sorriso benevolente. Puro cinismo, eu confesso. Mas era para uma causa nobre: insuflar confiança nas suas capacidades. Apostar na sua força e competência para ter seu filho.


Algumas horas mais tarde ela me ligou (na verdade o marido, dizendo que a mulher estava "quase desmaiando"...) e eu solicitei que fosse ao hospital. Ela mora em uma cidade vizinha, portanto nem se cogitou em fazer um parto domiciliar (além do tamanho presumido e da cesariana prévia). Lá chegando, às 14 h, estava com 6 cm e uma apresentação ainda muito alta.
- Vamos caminhar mulher, disse eu com uma risada... precisamos fazer este bebê descer. Nada como um bom passeio.


A Zeza (minha mulher e enfermeira obstetra) me acompanhava no hospital, e lá se foi ela caminhando com a paciente pelos corredores.


Ok, vou encurtar a história. Às 16 horas estava com 8 cm, às 18 h com 9. Completou a dilatação às 20:30, mas sempre com uma apresentação alta.
Foi quando ela me chamou no quarto e disse:
- Eu devia ter escolhido aquela outra médica. Ela já teria me livrado desse suplício. Porque esperar tanto? O senho não me diz a que horas vai nascer... Porque isso tudo? Porque não inventaram uma coisa mais humana para se ter filhos?
Depois de respirar fundo e ficar em silêncio resolvi fazer um novo toque. Dilatação completa, bolsa íntegra, plano + 1 de De Lee. Ainda estava alto, mas já havia descido.


Foi então que eu dei minha cartada final.
- Ok minha flor. Vc é que sabe. Se vc diz que não pode aguentar mais eu acredito no que tu dizes. Se vc quer terminar esse "suplício" como vc diz, então vamos lá. (ela não tinha muita dor. Conheço cara de mulher com muita dor. Ela tinha medo, angústia, apreensão. E cansaço) Então vamos te operar. É só chamar o anestesista e o auxiliar. Mas tem uma condição: Eu só farei essa cirurgia se vc olhar no fundo dos meus olhos e disser pra mim que não aguenta mais, que está no seu limite, que não pode mais esperar, e que vai querer uma cesariana com a dilatação completa. Essa decisão vai ser sua, e seja qual for eu vou obedecer. Se eu fizer esta cesariana será uma das mais absurdas da minha vida, mas eu acreditarei em vc e obedecerei a sua decisão. (peguei pesado, fui firme... será?)


Ela me olhou com olhos de súplica. Tentou balbuciar algo tipo "mas quanto tempo ain..", mas eu lhe cortei: - O tempo vai depender de vc. Pode ser alguns minutos e pode ser algumas horas ainda. Nada posso te prometer, a não ser ficar do teu lado aguardando e avaliando a ti e ao teu bebê.
Ela baixou o olhar. Olhou de novo para mim e disse:
- O que eu preciso fazer, Dr?
Ufaaaa... por uns instantes temi por ela. mas ela foi forte...

Aí entrou a magia das mulheres... Eu lhe disse: - Vc está com a dilatação completa. Está sem nada na frente do seu bebê. Pode fazer força se quiser. Pegue na mão da Zeza e saia caminhando com ela até o chuveiro. Fiquem lá vcs duas, fazendo força, de cócoras, e conversando, ok?
Ela concordou e lá foram as duas.

Saí da sala e anotei num papel o nome e telefone do anestesista e da minha auxiliar. Pensei comigo: não vou usar estes números, ela vai conseguir...
Passaram-se uns 20 minutos e entra a Zeza na sala esfregando as mãos. Olhei pra ela sem entender...
- Coroou, disse ela. Tá ali !!!
Não acreditei... estava muito alto ainda. Tão rápido assim?
Fui até o chuveiro e entrei quase debaixo da água... Lá estava ele !! Estava saindo mesmo !!

Logo foi para a mesa da JICA (para parto de cócoras).
Mais alguns minutos e lá vinha vindo ele. Devagarinho.. Me assustei com o tamanho da cabeça. Era muito grande. Mas o desprendimento era suave, tranquilo.
O perínbeo suportou muito bem.. Vinha vindo, vinha vindo...
Ela olhos pra mim e eu disse. - Sei que estás com uma contrção... Deixa ele nascer. Não tenha medo. Vc vai conseguir.

Uma última força e a cabeça nasceu. Grande, redonda, sem nenhuma bossa. Tive que fazer uma bela força (estou ficando um alterofilista por causa dos últimos partos) para nascer o "resto" do bebê. Quando ele nasceu eu não acreditei... Era enorme !!! Um gigante. Muito maior que a previsão...
Chorou logo depois. Era vermelho e redondo. Eu brinquei com ela: - Parece um chinês !!!

A pediatra não estava na sala porque havia sido chamada minutos antes para uma emergência, mas a auxiliar da pediatria ficou por perto para qualquer imprevisto. Nada aconteceu, apenas risos e alegria.
O mais surpreendente aconteceu depois... O bebê pesou nada menos do que 5.355g. Um trabalho de parto rápido e sem NENHUMA laceração perineal. Eu falei para as enfermeiras presentes que contando ninguém acreditaria. Essa paciente deveria estar numa sala de recuperação pos-anestésica, cheia de soros e medicamentos, dopada e sonolenta, e no entanto estava amamentando seu bebê gorducho, sem nenhum ponto, sem nenhuma droga e sem nenhum problema. Apenas alegria.
A equipe de enfermagem foi 10... o tempo inteiro iam lá trazer uma palavra de encorajamento.
A presença da Zeza foi FUNDAMENTAL. Sem ela eu não conseguiria MESMO.
E ficou para mim uma lição: ACREDITE SEMPRE. Acredite, porque as mulheres merecem este crédito.
Vcs todas mulheres estão de parabéns. Uma vitória dessas é uma vitória de cada uma das mulheres do mundo. Uma vitória contra o descrédito e a desconfiança. Contra o preconceito e o sexismo."



Retirado de : http://www.amigasdoparto.com.br/depoim27.html

5 comentários:

  1. Adorei Ana Luisa!!!!! Via servir para várias mulheres - saber que mesmo com um bebê grande é possível um parto natural - ao contrário do que muitos médicos e "amigas" dizem!! Gostei muito mesmo!

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  2. Valeu Nádia, querida!! Acredito que devemos dar tempo para o parto se desenrolar naturalmente. A Natureza é sabia!! Bjus!

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  3. Linda matéria!!

    E eu achando e os meus foram "grandes" hehe
    Tive 3 PN's, com DG, pressão alta, meus bbs pesaram: 39s 3.855kg, 33s 3.130kg e de 39s 4.190kg.
    Faria tudo novamente, foi lindo demais!!

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  4. Ana Luísa, estou esperando o João Gabriel, que está com 38 semanas e mais de 3,5 Kg, ainda muito alto. meu médico é super a favor do parto normal, mas pelo fato de ser um bebê grande não exclui o risco de rutura uterina. Você não temeu a rutura?
    bjs e origada por postar sua experiência.

    Rita

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  5. Oi Rita!! Se seu médico já está te dando muitos "poréns", não creio que ele seja a favor do parto normal!! Penso que deves procurar outro médico que realmente seja humanizado. Bebê não precisa estar baixo para o trabalho de parto começar, bebê grande não quer dizer nada!! Eu não acho o seu muuuito grande, e devemos lembrar que a ecografia não é precisa, nem para peso, nem para idade gestacional. Não temi o risco de ruptura uterina, em nenhum momento... sabia que conseguiria com bebe grande ou não. Rita, pergunte ao seu médico o percentual de cesárea dele...se for mais que 20%, desconfie e mude. Eu mudei de GO nos últimos 10 dias, minha filha nasceu de 41 semanas e 2 dias. A GO dizia "vamos tentar" e para mim doía nos ouvidos isso.
    Te desejo o melhor que você consiga parir da maneira que deseja! Depois conta pra nós! Um beijo!

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