quinta-feira, 30 de junho de 2011

Michel Odent em Florianópolis!!

O que levar para a maternidade?

Uma questão muito complexa para mim, hehehe. Sempre levei a casa toda quando meu dois filhos nasceram! Penso que nada é demais. Com Bernardo, fiquei 2 dias no hospital me recuperando da cesárea. Levei bastante roupa... se não me engano, forma 10 pagões, e uns 10 tip-top, mais casaquinhos, mantas, toca, cueiro, 2 toalhas de banho, 5 panos/ fraldinhas de boca, 1 pacote de fralda descartável, 1 balde de lenço umedecido, sacola plastica para as roupas sujas, fralda branca para secar o bumbum, sabonete de glicerina, cotonete, cortador de unha, escova...nossa sei lá mais o quê! Sei que não tinha chupeta e mamadeira! haha!
Para mim, 2 camisolas, absorventes pós parto, mas ganhei no hospital, shampoo, escova de dentes, creme dental, pente para o cabelo, 3 sutiãs de amamentação, protetores de seios descartáveis, umas 4 calcinhas, meia para os pés (sou friolenta). Levei cinta pós cesárea, mas não usei. E a roupa de sair da maternidade. Chinelo.
Levamos maquina fotográfica no nascimento do Be, e no da Fifi a filmadora também! Pilhas extras e carregadores. Avisamos só os parentes e padrinhos. Depois avisamos o resto do pessoal. Vou deixar mais umas dicas que tirei de outro site:

O ideal é preparar a mala da maternidade o quanto antes, de preferência no início do oitavo mês de gestação. Isso evitará atropelos. Confira os itens que não podem faltar para a mãe e para o bebê:


Para a mãe
Dois pijamas ou camisolas com abertura na frente (para a amamentação)
Um robe (para caminhar até o berçário)
Sutiãs próprios para a amamentação
Conchas (protetores) para os seios
Calcinhas
Chinelos
Meias
Produtos para higiene pessoal
Roupa para a sair da maternidade (escolha peças confortáveis e folgadas, pois o volume dos seios aumentará com a chegada do leite)



Leve também:

• Enfeite de porta
• Lembrancinhas
• Telefone celular
• Máquina fotográfica com filme
• Filmadora
• Álbum do bebê
• Caderno para anotações
• Agenda de telefones
• Livros e revistas
• Aparelho de som
• Vasos de flores (4)
• Biscoitos e bombons para as visitas
• Massageadores para as costas
• Bolsa com gel para alívio de dores musculares
• Prendedor de cabelos, arcos, elásticos

Não esqueça os documentos

• Carteira de identidade
• CPF
• Carteira do plano de saúde
• Guia de internação, no caso de o plano fornecer previamente



Bebê

• Conjunto pagão com calça-culote, em malha (6)
• Macacão com abotoamento frontal, tamanho RN, em malha, plush ou lã (3)
• Cueiros (6)
• Casacos de lã (3)
• Casacos de linha (2)
• Manta em linha ou lã (2)
• Vira-manta (3)
• Lençol de berço (3)
• Cobertor
• Sapatinho (6)
• Meias tamanho RN (6 pares)
• Gorro
• Luvas em malha (3)
• Fralda descartável tamanho RN (1 pacote)
• Fralda de pano para limpar a boca (4)
• Roupa para sair da maternidade
• Pente e escova
• Lenços umedecidos
• Moisés
• Enfeite de porta
• Lembrancinhas para visitas 




Fonte: http://www2.uol.com.br/topbaby/estaticos/servicos/mala_da_maternidade/index.html

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como cortar as unhas do bebe??

Gente, eu suo toda vez que vou cortar as unhas da minha menina, de 18 meses...é uma briga!! Quando ela era bem bebezinha, as vezes era só tirar com o dedo, de tão molinha que era. Penso que muitas mães te essa dúvida, então deixo um material com boas dicas!!


Preciso cortar as unhas do bebê? 

Muitos bebês já nascem com as unhas compridas, e os pais ficam com medo de eles se arranharem. Nos primeiros dias, evite cortar as unhas deles, porque elas são flexíveis demais e é muito fácil causar um sangramento. 
Se não estiver muito calor, você pode colocar luvinhas ou até meias nas mãos do bebê. Com o passar dos dias as unhas ficam um pouco mais rígidas, e será mais fácil apará-las. Mas isso sempre terá de ser feito com muito cuidado. As unhas das mãos crescem tão rápido que você pode ter de cortá-las mais de uma vez por semana. As dos pés exigem menos frequência. 

Como cortar a unha do bebê sem levar o dedo junto? 

O jeito mais fácil de aparar a unha do bebê é simplesmente tirar o excesso com as mãos. Elas são tão molinhas que o excesso sai sem resistência. Ou você pode usar tesouras ou cortadores de unha especiais para bebê, com pontas arredondadas. 
Pode ser que seja mais fácil executar a operação com a presença de dois adultos: um segura o bebê, para que ele não se mexa demais, e o outro corta a unha. (Você também pode tentar cortar as unhas do seu filho quando ele estiver mamando ou dormindo.) Pressione para baixo a ponta dos dedos dele para diminuir o risco de pegar a pele, e segure firme a mão do seu filho enquanto corta. 
As unhas são tão pequenas que é difícil cortá-las de forma arredondada, para que os bebês não se arranhem com os cantinhos. 
Um truque é fazer esses pequenos aparos "roendo" as pontinhas das unhas do bebê. Sua língua é muito mais sensível que qualquer tesoura, e o bebê não vai reclamar de colocar a mãozinha na sua boca. Pode parecer meio animalesco, mas funciona! Depois de executada a tarefa, lave as mãos do bebê.

EUA ampliam indicações para parto normal

Bom nem preciso comentar esta matéria! Sou prova do resultado desta pesquisa. Terrorismo NÃO! Leiam:

JULLIANE SILVEIRA



A Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia publicou nesta semana novas orientações para ampliar a prática do parto normal.
Para os autores, as mães podem ter seus filhos naturalmente mesmo que já tenham se submetido a até duas cesarianas. A recomendação anterior dizia que, após uma cesárea, os partos seguintes deveriam ser realizados da mesma forma.
Grávidas de gêmeos com cesárea anterior também podem dar à luz por via vaginal, segundo o texto, desde que os bebês estejam em posição favorável. Isso é pouco praticado nos EUA e no Brasil.
Com as recomendações oficiais, especialistas americanos pretendem reduzir o número de cesáreas realizadas no país, que chega a um terço dos partos.
Médicos evitam tentar parto normal após cesáreas por causa do receio de um rompimento do útero durante o trabalho de parto. Mas o risco de complicações é menor do que 1%, segundo o artigo da associação, publicado na edição de agosto da "Obstetrics and Gynecology".
Já as cesáreas repetidas podem causar problemas mais sérios. Os países que tiveram aumento muito grande no número de partos cirúrgicos, caso dos EUA e do Brasil, apresentam mais complicações como implantação baixa da placenta, em uma região mais fina do útero, que pode causar hemorragias na hora do parto.
No Brasil, a tentativa de parto normal é permitida quando a mulher passou por apenas uma cesariana. No caso de duas ou mais cicatrizes no útero (causadas por cesárea ou outra operação), indica-se uma nova cirurgia.
"Essa é a recomendação oficial do Ministério da Saúde e da federação. Mas a grande maioria das mães que tiveram o primeiro parto por cesárea terá o segundo da mesma forma", diz José Guilherme Cecatti, vice-presidente da comissão nacional de assistência ao parto e puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Segundo Cecatti, somente hospitais públicos e universitários seguem essa orientação. "Em instituições particulares e conveniadas, o índice é zero."
Por aqui, não é recomendada a tentativa de parto normal após duas cesáreas por problemas de estrutura no sistema de saúde. "Nem todas as mulheres podem ter um acompanhamento detalhado na hora do parto."
Em 2008, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos no Brasil. No SUS, as taxas chegaram a 31%. A Organização Mundial da Saúde considera aceitável uma taxa de até 15% de cesáreas em um país.
Na maioria dos casos, o parto cirúrgico foi realizado sem necessidade, por comodidade da mãe, que teme um parto doloroso, e do médico.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/771956-eua-ampliam-indicacoes-para-parto-normal.shtmlFonte: 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Promoção de Inverno no Parto no Brasil!!

Para quem não leu Parto com Amor, leia! É daqueles livros em que três boas sentadas, se as crias permitirem, bastam! O motivo? Leitura cativante, envolvente, e tão comum nas conversas, muitas vezes virtuais, nas listas de discussão, daquelas que tomaram para si seus corpos e seus partos...
Fotos maravilhosas, texto delicioso! - confiram aqui trechos do livro.
E, c/ grande alegria lançamos hoje a Promoção de Inverno c/ o sorteio de Parto com Amor, gentilmente cedido pela Panda Books eLuciana Benatti! Para concorrer deixem nos Comentários abaixoNomeEmail, e divulguem para suas redes sociais (blogs, sites, Twitter, Facebook, Orkut etc.).
sorteio será daqui duas semanas, em 11 de julho, a partir das 20 horas, aproveitem!
Nossa Loja Virtual também comercializa a obra - aqui! Conheçam, ainda, nossos produtos!
Fotos de Cesar Ogata.
Eu já estou participando da promoção!!! Participem!! É só clicar no link abaixo: 
http://partonobrasil.blogspot.com/2011/06/promocao-de-inverno.html

Parir e Gozar!!

imagem do filme Orgasmic Birth
Nossa, que absurdo! Não se pode ter prazer em parir um filho! Somente dor! Verdade?!! Eu creio que não! Por que parir deve ser sinônimo de sofrimento? Se você soubesse como ter prazer durante a hora do parto, não usaria este conhecimento? Nós mulheres devemos aprender a controlar nosso corpo, e usar esta energia pulsante (a Kundalini- força situada próximo à base da coluna, e aos órgãos genitais. É a energia que transita entre os chackras ). Devemos nos movimentar, para movimentar esta energia poderosa, que vai e vem como onda, muito poderosa e que dá muito prazer.


Deixo um texto maravilhoso da Kalu Brum e outro da Daniele Buono, que retirei do Blog da Pati Fróes: http://patifroesdoula.blogspot.com/2011/06/parto-e-prazer.html?spref=fb


Prepare-se para quebrar o paradigma de que parir é sofrer. Pela primeira vez numa revista feminina brasileira, a relação entre maternidade e sexualidade – sem tabus

Kalu Brum tem 29 anos e é mãe de Miguel, nascido há dois de forma natural. Ninguém melhor do que ela para descrever o parto: “Lembro da sensação quente, do escorregar daquele pequeno corpo pelas minhas entranhas. Eu estava ali, nua, fêmea, selvagem, desfrutando do prazer mais intenso que já vivi. Um longo orgasmo selou sua passagem para esta vida, quebrando com o paradigma de que nascer é sofrer”.
Gozar no parto, como assim? Qualquer menina com mais de 15 anos sabe a resposta sobre “a pior dor que existe”: “A do parto, claro!”. Mas, para as mulheres que passaram por uma experiência de parto natural, há uma opinião unânime: é possível sentir as contrações com prazer. Isso porque a mulher, assim como cada fêmea do reino animal, possui um sistema reprodutivo perfeitamente organizado para a manutenção da espécie, garantindo que gestar e parir sejam experiências seguras – e até prazerosas. Num parto normal, livre de intervenções médicas, o organismo se encarrega de produzir os próprios analgésicos. Tudo bem, isso você já sabe, já viu no Discovery Home and Health, já leu no blog de uma amiga natureba. Provavelmente, porém, você desconhece mulheres que relatam verdadeiros orgasmos durante o parto. “É lógico que a mulher pode ter uma experiência prazerosa e estimulante ao parir. Nem todo parto resulta num orgasmo, mas se tudo ocorrer de forma equilibrada, e a mulher não fizer uso de analgesia, é perfeitamente possível que ela tenha um momento de grande prazer, principalmente na hora da expulsão do bebê”, afirma Carlos Czeresnia, ginecologista obstetra que acompanha partos há 35 anos e que, entre outras coisas, foi chefe do setor de ginecologia do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas/FMUSP e é especialista em reprodução humana. “Os movimentos de distensão e contração do períneo no momento em que o bebê vai sair são muito semelhantes à sensação do orgasmo. E o cérebro interpreta esses estímulos neurais com respostas de prazer. O parto e o orgasmo percorrem o mesmo caminho neurológico”, completa.

Jato de prazer

O assunto, tratado como tabu por muito tempo, tem vindo à tona em conversas de recém-mães. E também por causa de um documentário que rodou os festivais de cinema do mundo, o Orgasmic Birth (veja box). “O parto é um ato fisiológico e não cirúrgico. Durante o trabalho de parto, o principal hormônio produzido, responsável pelas contrações do útero, é a ocitocina, liberada em situa­ções de prazer. Esse hormônio é produzido em jato, por exemplo, durante o orgasmo feminino e também na amamentação”, esclarece. Adaílton Salvatore, ginecologista obstetra, especialista em homeopatia e acupuntura. Com mais de 1.600 partos no currículo – 65% deles normais – e passagens por maternidades na França, na Alemanha e na Inglaterra, o médico explica que, durante o trabalho de parto, muitas glândulas funcionam ao mesmo tempo e são muitos os hormônios atuantes. Entre eles, estão os opioides endógenos, cuja molécula, semelhante à do ópio, provoca um estado de euforia, alegria, leveza. “Nesse contexto, o parto pode ser visto como um rito de passagem.”

Respira e goza

Para sentir prazer no parto, a mulher não pode ter medo. A sensação de perigo alerta o cérebro, que acaba por produzir mais adrenalina – inibidora da ocitocina –, deixando corpo e mente sob estresse. Mas medidas simples podem ser tomadas para que tudo aconteça de forma equilibrada, permitindo que o sistema límbico, parte mais primitiva do cérebro, produza as substâncias necessárias a essa orquestração hormonal. “Um parto próximo do ideal é aquele em que a mulher pode esquecer a razão, se desligar do funcionamento racional do cérebro, representado pelo neocórtex”, explica a psicanalista Vera Iaconelli, do Instituto Sedes Sapientiae. “A mulher tem direito a relaxar, a não ser interrompida, a ficar em contato com o seu corpo. O trabalho de parto implica um funcionamento muito primitivo, que ocorre em situações excepcionais, como durante o sexo”, compara.

Geralmente expostas a ambientes com luz forte, barulhos, gente entrando e saindo, as parturientes não conseguem relaxar: “Não dá para ter prazer no parto com medo, assim como não dá para ter prazer no sexo se estiver amedrontada. Para ter prazer sexual você precisa de intimidade. Só assim é possível desligar o neocórtex. Sob pressão, ninguém tem prazer”, ressalta Ana Cristina Duarte, doula (profissional que garante o bem-estar da mulher durante o parto) e parteira formada no ano passado na primeira turma do curso superior de obstetrícia da USP, rea­berto em 2005 após 33 anos de extinção.
Sheila Ribeiro, quando pariu sua segunda filha, estava no lugar mais íntimo do mundo, sua casa. Ela já tinha sentido um orgasmo durante a expulsão da primogênita, Thalita. Mas a dilatação ocorreu de maneira tão rápida e indolor no segundo parto que Naiara nasceu de repente, desassistida por médicos e enfermeiras. “De cócoras, tive o maior orgasmo da minha vida, com aquela sensação que partiu da vagina e percorreu meu corpo inteiro, da ponta do dedão ao último fio de cabelo”, confessa. A advogada, hoje com 49 anos, atribui a “maravilhosa experiência” ao seu estilo de vida saudável, à prática de exercícios, ao tratamento homeopático. Sua teoria encontra respaldo na maneira como pensa – e trata as pacientes – o doutor Adaílton. Para ele, o primitivo está completamente esquecido hoje, afinal, vivemos na era da razão. “Pensamos: ‘Para que caminhar, se posso ficar em casa e produzir algo?’. A atividade física perdeu para a intelectual. Nesse clima competitivo, a mulher vive sob adrenalina, fabricando mais testosterona”, afirma o médico, que argumenta que o sistema imunológico de muitas mulheres está desvitalizado. Atribui isso ao estilo de vida da maioria da população, que come alimentos refinados, pobres em oligoelementos (microminerais fundamentais para a formação de enzimas vitais). “Tudo isso altera nossa fisiologia. O trabalho de parto é uma maratona, o organismo precisa estar bem. Ouça os gritos de uma mulher durante o parto: são guturais. Urros instintivos que emergem da parte mais primitiva de seu cérebro.”

Armadilha

Debra Pascali-Bonaro, doula há 26 anos, mãe de três filhos de parto natural, conhece essa história: “O parto possibilita uma nova perspectiva de si mesma. As mulheres que têm um parto prazeroso sentem-se confiantes, conscientes de seus poderes. Temos que questionar o sistema que medicalizou o parto, pois muitas mulheres perdem a oportunidade, profundamente transformadora, que pode ser dar à luz”, diz a americana, autora do documentário Orgasmic Birth.
Assim como Debra, as 15 mulheres ouvidas para esta reportagem concordam que, muitas vezes, os esquemas dos médicos acabam impedindo que a mulher experimente esse prazer. Ao mesmo tempo, elas constatam que isso também pode virar uma armadilha. Além de “ter que” ser linda, superprofissional, boa mãe, ter parto normal, só faltava a mulher “ter que” sentir prazer ao parir: “A ideia é resgatar a naturalidade do parto e, assim, também a sexualidade inerente a ele. Mas idealizá-lo pode gerar frustração”, destaca Vera, seguida por Ana Cris, a doula: “É perigoso colocar o orgasmo como um objetivo”. Entenda-se: para permitir que o menor diâmetro da cabeça se molde para atravessar a pelve materna, o bebê costuma se virar em algum momento. “Ao passar pelo canal de parto (vagina), ele apoia a parte de trás da cabeça, o cocuruto, bem onde está o clitóris, para fazer um movimento rotativo e poder sair. Esse apoio se dá em uma região repleta de receptores de prazer. Além disso, a cabeça do bebê funciona como um rolo compressor, relaxando e tonificando os músculos da pelve”, explica o doutor Adaílton.
Professora da técnica corporal Alexander, Ana Thomaz, 42 anos, gargalhava durante as contrações: “Eu não acreditava que estava tendo um parto orgásmico! Já tinha ouvido falar nisso, mas não nutri nenhuma expectativa nesse sentido”, conta. Talvez tenha sido justamente essa falta de expectativa que a tenha levado a um parto prazeroso. “A gestante precisa buscar informações além dos consultórios. Muitos médicos desestimulam o desejo de um parto normal, então é melhor encontrar um profissional que abra o maior leque de possibilidades”, aconselha a psicanalista Vera.
Tão imprevisível quanto o prazer ao amamentar, capítulo seguinte ao parto, quando muitas mulheres se assustam ou se envergonham da sensação prazerosa que têm ao dar de mamar. “Por que a natureza colocou receptores de prazer no mamilo? A mama é para o filhote e a mulher deve, sim, sentir prazer. Todos esses hormônios que ela produz, a endorfina, a ocitocina, vão para o leite do bebê”, afirma Ana Cris, antes de concluir: “Mas a amamentação é politicamente correta, cena plácida, que recebe campanhas de incentivo. Mas prazer no parto? Como assim, é louca?”.


SEGREDO BEM GUARDADO


Após trabalhar por mais de duas décadas assistindo partos, a doula e educadora perinatal Debra Pascali-Bonaro percebeu que a mídia norte-americana tratava o nascimento como uma questão de emergência médica. “Por que ninguém falava sobre a natureza sensual do parto, do êxtase que ele pode proporcionar?” Começou, então, a falar do assunto para pequenos grupos de gestantes. Mas não estava satisfeita, queria contar para um grande número de pessoas. E foi dormindo que Debra teve o insight. “Tive um sonho com o filme e, quando acordei, tinha encontrado a fórmula!” Ao registrar o aspecto sexual do nascimento através da história de 11 casais que optaram pelo parto normal, o filme, intitulado Orgasmic Birth, causou comoção no circuito mundial de festivais quando foi lançado, em 2007. Foi exibido, inclusive, durante o Festival do Rio 2008. “Já rodou em 31 países. Não tinha ideia de que este seria um assunto de tanto interesse no mundo todo”, diz Debra. “Acho fundamental que os casais grávidos ouçam histórias de quem teve um parto prazeroso. Ao assistir ao filme, uma nova perspectiva se abre a quem espera uma criança. Brinco que o documentário revela um segredo bem guardado. Afinal, se a mulher não conhece suas opções, então ela não tem nenhuma.” 


SENTIA QUE TINHA VIRADO BICHO”

POR DANIELA BUONO*

“Passei dias trabalhando na edição de um vídeo que quase me enlouqueceu. No dia da entrega, fui ao banheiro e, de repente, chuáááá: ‘Caraca, a bolsa estourou!’. Fiquei aflita e chamei o editor. ‘Fala sério, Dani! Não tenho a menor ideia do que fazer numa hora dessas.’ Nem eu tinha. Fiquei lá mais um pouco, sentada, retomando as lições aprendidas nos últimos meses. Estava com 36 semanas e três dias, o que significava que minha bebê ainda estava prematura. O que seria do meu sonho de ter um parto natural? ‘80% a 90% de chance de ser um parto normal’, disse o médico. ‘Mas precisamos que você entre em TP (trabalho de parto) nas próximas 24horas’, completou. Flávio me pegou e fomos para a maternidade. Tomei um banho e me sentia tão feliz... Parecia que estava me preparando para casar. Tinha certeza de que daria tudo certo!

A doula me aconselhou a relaxar porque a adrenalina podia atrapalhar a ação da ocitocina, o hormônio que eu precisava produzir para começar o TP. As contrações já estavam fortes, mas suportáveis. Senti um imenso prazer por perceber que a hora estava chegando. Sentia dor, mas também prazer e muita emoção. A cada contração, uma força maior me atravessava. E essa força ia, pouco a pouco, me conectando a todas as minhas ancestrais, como se elas estivessem me contando um segredo. Procurava toda hora os olhos do Flávio, como se precisasse passar um pouco daquela energia pra ele.
Aí a dor aumentou muito e eu já não achava posição. Os gemidos aumentaram, eu estava começando a temer aquela dor. Parecia mais forte do que eu. Fui para o chuveiro e algo sobrenatural aconteceu: sentia que tinha virado bicho. Não havia mais razão, eu era puro instinto! Estava concentradíssima em me deixar abrir para o neném passar. Finalmente, dilatação total. Numa determinada contração, senti o tal anel de fogo, a bebê passando pela vagina. Fiz o dobro de força. Dei um grito e senti um enorme alívio: passou cabeça e corpo de uma vez. ‘Nasceu, Dâ! Nasceu a Maria Clara, meu amor!’, disse o Flávio, superemocionado. Na hora em que ela saiu, ele começou a gemer de êxtase...”


* Daniela Buono, 35 anos, é jornalista, roteirista e diretora de vídeo.

Além de Maria Clara, de 4 anos, é mãe de Bebel, de 1.
 Ilustração Milena Galli e Rafaela Ranzani
Fotos Roberta Dabdab  
Texto por Fernanda Danelon 


Teste do olhinho...o que é?

Gente, mais uma postagem sobre os testes no recém nascido. Desta vez o teste do olhinho, muito simples e fácil de ser feito.

O que é?
É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias. Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila. Isso significa que a criança não tem nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.
Por que e quando fazer?
A criança não nasce sabendo enxergar, ela vai aprender assim como aprenderá a sorrir, falar, engatinhar e andar. Para isso, as estruturas do olho precisam estar normais, principalmente as que são transparentes. O “Teste do Olhinho” pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.
Desde junho de 2010, o pagamento do “Teste do Olhinho” por todos os planos de saúde é obrigatório, segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Antes disso, em muitos estados e cidades, o exame foi instituído por lei e é realizado nas maternidades públicas e também particulares até a alta do recém-nascido. O objetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que todas as crianças tenham este direito garantido!
A recomendação é que o Teste do Olhinho seja feito pelo pediatra logo que o bebê nasce.  Se isto não ocorrer, o exame deve ser feito logo na primeira consulta de acompanhamento. Depois disto, continua sendo importante, nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, vai encaminhar a criança para avaliação do oftalmologista.
Se o seu filho ainda não fez este teste, fale com seu pediatra!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

[Especial] Condições Especiais para Coleta do Teste do Pezinho

Gente, resolvi colocar este postagem para sanar algumas dúvidas quando os pimpolhos resolverem vir antes da hora!!
Crianças Prematuras ou Enfermas

Todos os recém-nascidos prematuros, de baixo peso, ou hospitalizados, devem ser testados, inicialmente, como recomendado para recém-nascidos a termo sadios, entre > 48h e 7 dias de vida. Vide abaixo as recomendações:

•Triagem para Fenilcetonúria

A triagem para fenilcetonúria (PKU) só é válida se o recém-nascido estiver recebendo leite materno, fórmula infantil ou outra forma de dieta enteral adequada (pelo menos 75 calorias/kg/dia) há 24h ou mais, caso contrário deve ser anotado no envelope de coleta "insuficiente ingesta protéica", e uma nova amostra deverá ser obtida 24 -36h após o estabelecimento de ingesta protéica apropriada.

•Triagem para Hipotireoidismo congênito

Em recém-nascidos de muito baixo peso ao nascer, especialmente os prematuros, deve-se repetir a triagem de hipotireoidismo congênito (dosagem de TSH) algumas semanas depois para detectar aqueles recém-nascidos cuja imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-tireóide possa mascarar o hipotireoidismo congênito primário. Recomendações:

•recém-nascidos com 1000-1500g - coleta de uma segunda amostra duas semanas após o nascimento;
•recém-nascidos com peso menor que 1000g - coleta de uma segunda amostra quatro semanas após o nascimento, independente da idade gestacional;
•recém-nascidos prematuros com peso maior que 1500g, mas com menos de 32 semanas de idade gestacional - coleta de uma segunda amostra duas semanas após o nascimento.


A prematuridade está associada a uma diminuição dos níveis de tiroxina (T4), não devida à deficiência de TBG e acompanhada de níveis normais de TSH, assim sendo, quando a triagem do hipotireoidismo congênito é feita exclusivamente através da dosagem de T4, ocorre um aumento no número de resultados falsos positivos em prematuros. No laboratório DLE, sempre realizamos dosagem de TSH para valores de T4 abaixo de 6 mg/dl, para minimizar o número de falsos positivos, mesmo quando não solicitados.

•Transfusão / nutrição parenteral total / terapia com corticosteróides ou dopamina

As condutas em relação aos prematuros que necessitam de transfusão são as mesmas dos recém-nascidos a termo e podem ser vistas no Protocolo de Transfusão Sanguínea. Deve-se também colher uma amostra, mesmo que precoce (com menos de 48h), antes da instituição de nutrição parenteral total (NPT) ou da terapia com corticosteróides ou dopamina. Uma segunda amostra deverá ser obtida entre o 3º e o 7º dia de vida. Uma vez que mesmo pequenas quantidades de NPT podem invalidar os resultados da triagem, especialmente gerando resultados falsos positivos para PKU. Recomenda-se para crianças que foram submetidas à NPT sem coleta prévia, a coleta de duas amostras: a primeira 3 ou mais dias após a mais recente NPT e a segunda 3 meses após a NPT final, sempre indicando no envelope de coleta "NPT".

Em relação às crianças que receberam dopamina ou corticosteróides, sem coleta prévia, deve-se colher uma primeira amostra no período regular, assinalando no envelope de coleta estas medidas terapêuticas, e uma segunda amostra deverá ser colhida após o término da terapia.

Triagem alterada

Um teste de triagem alterado num recém-nascido prematuro com sinais clínicos compatíveis com a doença em questão, deve conduzir à imediata coleta de amostra biológica para testes confirmatórios. No entanto, se a criança não apresentar sinais clínicos da doença, a amostra de reconvocação deverá ser obtida com 4 semanas de idade, ou na alta hospitalar ou quando o recém-nascido atingir um peso de 2500g, sempre considerando o primeiro evento a ocorrer.

Fonte: http://www.dle.com.br/links-relacionados/condicoes-especiais-para-coleta-do-teste-do-pezinho

A importância do teste da orelhinha nos bebês recém-nascidos

Quando Bernardo nasceu não sabíamos deste teste, e o pediatra também não fez a sugestão. Quando Sofia nasceu já estava a campanha de além do teste do pezinho, fazer o do olhinho e da orelinha. Fizemos pelo convênio, mas Segundo o Ministério da Saúde é possível solicitar na rede pública, e é um direito garantido por lei! Foi colocado, tipo um fonezinho de ouvido, que emite um som através de um aparelho, que faz o diagnóstico. Foi muito engraçado de ver, pois quando a fonoaudióloga colocou na orelhinha o fone, Fifi imediatamente ficou a procurar o barulho com os olhinhos!! A Dra. ficou impressionada . Achei este site que fala só sobre isso, que é do RS mesmo: http://www.testedaorelhinhars.com.br/ . Ali vocês pode tirar mais dúvidas. Vou deixar aqui alguns esclarecimentos sobre o teste, que retirei deste site:

O que é?
O Teste da Orelhinha ou exame de emissões otoacústicas evocadas (código AMB 51.01.039-9), é o método mais moderno para constatar problemas auditivos nos recém-nascidos. O exame consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno através de uma delicada sonda introduzida na orelhinha do bebê. É rápido, seguro e não provoca dores. 

Como é feito?
O exame é feito com o bebê dormindo, em sono natural, a partir de 48 horas de vida, preferencialmente ainda no primeiro mês. A duração é de aproximadamente 10 minutos, é indolor e não apresenta contra-indicações. 

Quem deve fazer? 
Todos os bebês. 

Por que realizar o teste?
A criança aprende a falar ouvindo! Quando o bebê escuta a voz da mãe ele aprende sobre o mundo e a se comunicar. Os bebês que nascem com problemas de audição necessitam de ajuda especializada ainda no primeiro ano de vida, minimizando assim prejuízos no desenvolvimento da linguagem e da fala. 



Protocolo
O recém-nascido que falhar na triagem auditiva, retorna em 15 dias para repetir o teste, se voltar a falhar, deverá ser encaminhado para investigação de possível perda auditiva.

Conforme a campanha de Saúde Auditiva da Sociedade Brasileira de Otologia:

  • Estima-se que no Brasil 3 a 5 crianças em 1000 nascem surdas.
  • 50 a 75% das deficiências auditivas são passíveis de serem suspeitadas no berçário através da triagem auditiva (Otoemissões acústicas, também conhecida como teste da orelhinha).
  • 7 a 12 % de todos recém-nascidos têm pelo menos 1 fator de risco para deficiência auditiva. Desses, 2,5 a 5% de risco são portadores de deficiência auditiva, moderada ou severa.
  • Quando o recém-nascido apresenta complicações neonatais e precisa de internação em UTI, cerca de 2 a 4 em 100 crianças apresentam algum déficit auditivo.
  • 10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva leve e flutuante. 2% são portadoras de deficiência auditiva que exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora.
  • Conforme pesquisa realizada pelos otorrinolaringologistas apenas 7% daquelas que chegaram ao consultório com suspeita de surdez foram diagnosticadas dentro do primeiro ano de vida. 
"Solicite a Triagem Auditiva no primeiro mês de vida do bebê!"

Teste do Pezinho... muito importante fazer!!

O teste do pezinho é um exame no qual umas gotinhas de sangue são coletadas do calcanhar do bebê, afim de se verificar algumas doenças genéticas e congênitas (transmitidas pelos genes do pai e da mãe), como a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme (e demais doenças do sangue) e a Fibrose Cística. Alguns médicos recomendam a coleta 48 horas após o nascimento. Mas pode ser feito até o 7º dia de vida da criança. Existem maternidades que realizam este exame, mas também pode ser feito pela rede pública, que é gratuito, mas é feita a triagem básica, não são todos os exames. Muitos pais optam pelos convênios e pelo exame na rede particular.
Na época que meu filho nasceu, em 2006, ainda se dizia que o teste podia ser feito até o 10º dia do bebê, mas as recomendações mudaram, pelo jeito.Fizemos o teste completo pelo convênio do meu marido, que Graças à Deus, cobria tudo. Com a Sofia, fomos logo em seguida no laboratório, me sentia disposta, só com a incomodação da episio. Foi o teste completo também, e nos meus dois pimpolhos deu tudo certo. Vou deixar aqui o que são esses exames: 



Triagem básica:

É o exame obrigatório para todos os recém-nascidos do país, a fim de detectar duas doenças: a fenilcetonúria (PKU) e o hipotireoidismo congênito (HC).
A fenilcetonúria é uma doença genética caracterizada pela ausência ou carência de uma enzima ligada ao metabolismo do aminoácido fenilalanina. Esse aminoácido está presente na proteína de vários alimentos, como a carne, o leite e os ovos. Quando não é "quebrado" adequadamente pela enzima, gera um acúmulo excessivo no corpo que pode levar a gravíssimas lesões no sistema nervoso central, com comprometimento no desenvolvimento neurológico da criança.
No hipotireoidismo congênito há uma baixa produção dos hormônios da glândula tireóide, essenciais para o desenvolvimento, em especial do sistema nervoso. A carência desses hormônios pode causar uma série de problemas, incluindo retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico.

Triagem ampliada:
Além das duas doenças descritas acima, alguns tipos de teste do pezinho incluem também o exame para outras doenças, que se tratadas e controladas cedo evitarão sérios problemas no futuro. O teste do pezinho ampliado varia muito de cidade para cidade, dependendo da instituição, portanto é necessário pedir informações na maternidade. Entre as doenças incluídas nesse tipo de exame estão a anemia falciforme e outras alterações de hemoglobina (chamadas de hemoglobinopatias), fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, galactosemia, deficiência de biotinidase, deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) e toxoplasmose congênita.

Anemia falciforme
A anemia falciforme é hereditária. Nos doentes, chamados de falcêmicos, a hemoglobina assume formato de foice ou meia-lua, alterando também a forma do glóbulo vermelho e prejudicando sua passagem por veias e artérias. Essa dificuldade pode levar a uma oxigenação deficiente do organismo e gerar complicações em praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo. Existem vários graus de anemia falciforme.
Hiperplasia adrenal congênita
A hiperplasia adrenal congênita, ou hiperplasia congênita de supra-renais, compreende na realidade uma série de anormalidades das glândulas supra-renais. Pessoas afetadas pela doença não produzem quantidades suficientes dos hormônios cortisol e aldosterona e, por outro lado, têm quantidades excessivas de hormônios andrógenos. Em meninas, esse aumento pode deflagrar características sexuais masculinas, como pêlos e aumento do clitóris, e em meninos no aumento do pênis e no surgimento precoce de pêlos. Em ambos os sexos, pode causar perda exagerada de sais e aumento de potássio, levando até à morte.

Fibrose cística
Doença genética, a fibrose cística (também chamada de mucoviscidose) é caracterizada pelo transporte deficiente do cloro e do sódio nas membranas celulares, o que leva à produção de um muco grosso e pegajoso. Esse muco pode provocar entupimento nos pulmões, causando dificuldades respiratórias e facilitando a proliferação de bactérias. O suor apresenta altas concentrações de sório e cloro, e há insuficiência no pâncreas, que afeta a digestão. O ideal é que o teste seja feito no primeiro mês do bebê.

Galactosemia
Trata-se de uma doença genética que leva à deficiência de uma enzima do metabolismo da galactose. Os sintomas aparecem nas primeiras semanas de vida, com vômitos, diarréia, icterícia, distúrbios do fígado e dos olhos. A criança corre risco de vida por insuficiência hepática e renal.

Deficiência de biotinidase
É uma doença genética que pode ser tratada com a suplementação com biotina, uma substância que é retirada dos alimentos pela enzima biotinidase, que não é produzida em quantidade suficiente. Os sintomas são convulsões, alterações na coordenação motora, fraqueza muscular, queda de cabelos e atraso no desenvolvimento. O tratamento precoce previne o surgimento dos sintomas.

Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)
A deficiência desta enzima causa instabilidade na membrana das hemácias (glóbulos vermelhos), podendo facilitar o surgimento de anemias hemolíticas (grande destruição de glóbulos vermelhos) de intensidade variável. As anemias podem surgir devido a doenças rotineiras ou ao uso de medicamentos, por isso a deficiência tem de ser identificada logo.

Toxoplasmose congênita
A toxoplasmose pode afetar o bebê se adquirida pela mãe durante a gravidez. No primeiro e no segundo trimestre da gestação, há risco de sequelas graves. No terceiro, a infecção pode ser transmitida para o feto, e existe a possibilidade de a criança ter inflamações na retina ou problemas neurológicos, que não têm sintomas evidentes. O diagnóstico precoce e o tratamento da infecção podem evitar ou diminuir as complicações futuras.
Outras doenças investigadas em triagens:
Também podem estar incluídos no exame doenças como Aids, doença de Chagas, rubéola, sífilis e citomegalovirose.

Fonte:http://brasil.babycenter.com/baby/recem-nascido/teste-do-pezinho/

domingo, 26 de junho de 2011

Depressão pós-parto... em homens!

Gente, esta postagem é destina ao público masculino. Já escutei de vários amigos e colegas, de que não poderiam seguir meu blog pois ainda não estavam grávidos, tiram sarro e tal... Meninos, vocês fazem parte da gestação e do nascimento dos filhos de vocês. Afinal, contribuíram, ou não?! Vocês são o apoio das mulheres de vocês, vocês passam junto com elas pelos enjoos, mal estar, pelo vai e vem emocional, escutam o coração dos pequenos, escolhem os nomes, as roupas, fazem planos... Na hora do parto dão a mão pra esposa, companheira e com um sorriso nervoso dizem que vai dar tudo certo, que vocês acreditam nelas!! Ajudam no banho, trocam fraldas, lavam as roupinhas, cuidam para as mães darem uma descansada... cantam, contam histórias, colocam as crianças para dormir, buscam na escola...Muitos homens não sabem a faltam que fazem em todos os processos da vida dos pequenos, mas muitos outros chegam a passar mal durante a gestação, sabem quando a hora do parto chegou (meu marido soube na hora, eu não acreditava que a hora tinha chegado!), aprendem a trocar fraldas mais rápido que as esposas... Não se diminuam meninos!! Vocês fazem parte da vida de suas companheira e de seus filhos, desde a concepção. Saber mais sobre o que vão enfrentar ou como criar seus filhos, cada vez melhor, nunca é demais!! E vai fazer muita diferença!! Bem, como disse, muitos passam mal durante a gravidez, com enjoos e mal estar, mas assim como a mãe pode ter depressão pós parto, o homem também esta sujeito a isso!! Leiam esta matéria muito legal:

por VANESSA DE SÁ 

Quase toda mulher que engravidou ou pensa nisso já buscou se informar sobre a temida depressão pós-parto, mal que acomete cerca de 15 em cada 100 mães. O que talvez poucas pessoas saibam é que os pais — especialmente os de primeira viagem — também podem ficar deprimidos após o nascimento do filho. Os próprios médicos admitem que a mulher recebe as maiores atenções, enquanto seu companheiro costuma ficar relegado a segundo plano.
"A depressão paterna é tão importante quanto a materna, não só porque afeta quem contribui para sustentar a casa, mas porque os riscos de o filho vir a apresentar problemas comportamentais aumentam", alerta Joel Rennó Júnior, psiquiatra e coordenador do Pró-Mulher da Universidade de São Paulo. "Hoje sabemos que essas crianças podem ter transtornos de humor e prejuízos cognitivos devido à baixa interação com o pai deprimido quando eram bebês", relata. Segundo Paul Ramchandani, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, autor do primeiríssimo estudo que relaciona depressão paterna a prejuízos no desenvolvimento infantil, os meninos são os mais afetados. "Por causa da relação que acabam criando com os pais, os garotos ficam mais expostos aos efeitos dessa depressão", disse o psiquiatra à SAUDE!.
Ninguém afirma ao certo o que desencadearia o distúrbio nos homens. É claro que muitas vezes o bebê traz mudanças radicais à vida do casal e uma má adaptação a esse novo contexto favoreceria a doença. "Mas há muitos gatilhos para a depressão", faz questão de explicar Adrienne Burgess, pesquisadora do Fathers Direct, centro de informação e acompanhamento à paternidade do Reino Unido, preocupada em evitar deduções simplistas. "Um deles é a mulher sofrer de depressão pós-parto (DPP)", exemplifica. "E é terrível, porque há evidências de que, aí, os bebês passam a buscar no pai uma espécie de compensação."
Essa sobrecarga afetiva funcionaria como um estopim, assim como problemas para lidar com o trabalho. "As chefias não costumam compreender quando o homem quer se dedicar ao filho recém- chegado e isso gera ansiedade", nota Adrienne. Para Elo Lacerda, psicanalista e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é mais difícil diagnosticar a depressão paterna do que a materna. "Até porque os homens resistem a procurar ajuda", observa. "Geralmente eles só se dão conta do problema tempos depois e, por isso, arcam com o ônus de sair desse poço escuro sozinhos."
CONHEÇA OS SINTOMAS NELES
Falta de apetite
Distúrbios do sono (mesmo que o bebê durma bem!)
Sentir-se um péssimo pai
Ansiedade e nervosismo
Perda da libido
Fim do interesse (ou prazer) pelas atividades cotidianas por um período mínimo de duas semanas
CAUSAS MAIS COMUNS
Mulher com depressão pós-parto
Estresse
Preocupação com o sustento da família
Sentir-se excluído ou rejeitado pela parceira
Dificuldade para lidar com sentimentos ambivalentes, como o de querer proteger e cuidar do bebê e da mulher e, ao mesmo tempo, desejar ocupar o espaço que sempre teve na vida dela
PEÇA AJUDA
O pai que se sente deprimido não deve ter receio de procurar um profissional capaz de compreender a gravidade do caso. Em São Paulo, o Núcleo Interdisciplinar do Bebê da PUC orienta e acompanha o casal às voltas com a depressão. Além disso, o obstetra que atende a mulher pode ajudar bastante ao encaminhar o parceiro dela a um colega psiquiatra. O tratamento costuma combinar sessões de psicoterapia e antidepressivos. No entanto, como sempre, mais vale prevenir do que remediar: é importante identificar o futuro papai que, por estresse ou qualquer outro motivo, parece mais propenso à depressão, conversar sobre isso e, quem sabe, até pedir ajuda.

DEZEMBRO 2005


Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0268/medicina/conteudo_108999.shtml

sábado, 25 de junho de 2011

Baby yoga traz benefícios para mães e bebês

foto do blog: www.ahoradobebe.blogspot.com
Amigas (os), hoje vou falar sobre algo que me encanta, e que só não pratico por não ter condições financeiras! A YOGA, mais precisamente a Baby Yoga. Achei uma matéria ótima sobre os benefícios para as mães e seus bebês. Só de ter a oportunidade de se exercitar como um Todo, corpo, mente, espirito, e ainda poder fazer isso estreitando os laços com seu bebê, é Divino!! Em Porto Alegre conheço e indico a Zezé, que também é Doula  ( zezedoula@gmail.com). As Gestantes que querem praticar uma atividade física diferente, digo que vocês não vão se arrepender!! Segue a matéria:

Por Michelle Achkar

Depois da popularização da prática milenar da ioga, agora, uma nova versão vem ganhando mais adeptos: a baby yoga. Trata-se de aulas na companhia de bebês. Não que eles sejam orientados a fazer os ássanas, mas, sim, ajudam as mamães na realização das posturas.

"As mães estão percebendo que podem fazer atividades junto com seus bebês, como exercícios ou ir ao cinema", afirmou Katia Barga, instrutora de ioga desde 2005 e que se interessou pela prática com bebês enquanto ainda estava grávida da filha, que hoje tem um ano e sete meses. 

Os benefícios são mútuos. Para as mães, ajuda na recuperação da boa forma no pós-parto, não apenas para restaurar a silhueta, mas também para fortalecer as costas, peito e períneo, além de trabalhar o realinhamento postural, proporcionar alívio de dores geradas pela amamentação e das tarefas diárias como a de carregar o bebê. 

A prática também ajuda a reduzir as tensões, auxilia no equilíbrio hormonal e mental, além de aprofundar o vínculo de mãe e bebê. "Nos bebês, previne as cólicas, ajuda a conquistar um sono mais profundo, estimula a flexibilidade natural, além do desenvolvimento psicomotor", afirmou Ana Paula Malagueta Gondim, professora há oito anos e instrutora de gestantes e de preparação para o parto, assim como no pós-parto com as mamães e bebês. 

Mesmos princípios
"Na Índia, berço da filosofia, já vem sendo praticado há milênios pelas famílias que seguem as rotinas do Ayurveda, como a shantala (massagem para bebês) e a ioga. É uma adaptação para uma necessidade e um público específico, como acontece no trabalho para gestantes, terceira idade ou deficientes visuais", afirmou Ana Paula. A diferença está no formato da prática e seu ritmo, mais livre e descontraído, mas não menos íntegro. As posturas são as mesmas, porém, integradas para que mãe e bebê pratiquem juntos. Assim como os mantras, os pranayamas (respirações) e todas as demais técnicas. 

É possível começar as aulas com bebês a partir de um mês, mas alguns profissionais recomendam esperar até os dois ou três meses, quando eles estiverem começando a ficar mais firmes. 

A vantagem de se iniciar as aulas com os filhotes bem jovens é que as mães vão se fortalecendo junto com os bebês. "Facilita em vez de começar a fazer os exercícios com uma criança mais pesada", disse Katia. 

Na verdade, quem vai dizer se está pronto para praticar ioga com a mamãe é o próprio bebê, que deve se divertir e sentir-se relaxado nas aulas. "A mãe deve ficar atenta se ele não fica estressado durante os exercícios", afirma a instrutora e especialista em medicina comportamental Thais Godoy, que indica ioga para bebês a partir dos três meses. 

E a prática pode ser feita até quando ele aceitar. "Não existe tempo certo, deve ser realizada enquanto a dupla funcionar bem", afirmou a instrutora. Para as mulheres, se o parto foi normal, a prática pode ser iniciada quando ela se sentir preparada, mas se foi por cesariana, é necessário aguardar pelo menos um mês. E não é necessário que a mãe tenha praticado ioga anteriormente. 

Choro na aulas
Se os bebês não querem fazer todos os movimentos com as mães, são liberados para ficar brincando e, aqueles que já engatinham ou andam, ficam livres para se divertir enquanto as mulheres se exercitam, num cenário diferente das aulas apenas com adultos. 

"O ritmo da prática é diferente e, muitas vezes, segue o ritmo do bebê. Se ele chora, indico que a mãe pare um pouco e veja do que ele precisa. E ela vai se acostumando a fazer as posturas com total concentração na ação realizada e ainda a ouvir atentamente as necessidades de seu filho, e isso é ioga. É atenção na ação, é aprender que a prática continua fora do tapetinho, durante 24 horas por dia. Por isso, digo que os choros, barulhos e brincadeiras não atrapalham em nada e sim são estímulos para fortalecer nossa concentração", disse Ana Paula. 

A prática é feita sempre entre mãe e bebê. Por isso, no caso de gêmeos, será necessário convocar a participação do pai ou de um acompanhante nas aulas.

Antes de iniciar a prática, é indicado checar a qualificação do profissional, que deve ter se especializado no trabalho com gestantes e pós-parto. Segundo Ana Paula, o ideal é fazer aulas uma ou duas vezes por semana, com duração de 30 minutos a uma hora cada. 

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