sábado, 2 de julho de 2011

O Pai e o Parto...

Então, este é assunto que para muitos homens hoje em dia é um problema! Muitos tem medo de ver a mulher sofrer, outros não querem correr o risco de desmaiar e atrapalhar, e já outros acham que isso não é coisa pra homem!! Se enganam redondamente, queridos!!! Vocês são PAIS deste serzinho, e devem participar em tudo!! Deixo uma matéria bem bacana para vocês se encorajarem!!


Desde a primeira ecografia, até ao nascimento do tão esperado recém-nascido, é necessária a presença e o acompanhamento do futuro pai.

O seu apoio é imprescindível...

Já passou o tempo em que o progenitor esperava impacientemente, caminhando de um lado para o outro, o chorar do recém-nascido. Actualmente, a maioria dos pais entra na sala de partos sem dúvidas e sem hesitações. O acompanhamento do pai, principalmente antes e durante o parto, é extremamente importante, a sua participação fará com que a futura mamã se sinta acompanhada.
O parto é um momento único e repleto de afetos, o simples ato de segurar a mão, a companhia, o reconforto que é prestado transmitem segurança à companheira, proporcionando inclusivamente uma melhor evolução no trabalho de parto. Todavia, existem algumas incompatibilidades com a presença do pai ou outras pessoas na sala de parto, principalmente quando é necessário recorrer a uma intervenção cirúrgica – Cesariana.No entanto desde que não haja uma situacao especilmente complicada o Pai assiste ao nascimento do bebe por cesariana

O estigma da sala de partos

Ao pensar no parto, alguns pais colocam imediatamente fora de questão a hipótese de poderem presenciar um dos mais belos momentos da nossa vida. Os relatos de experiências menos bem sucedidas são muito intensos, particularmente, na situação de perda dos sentidos, esta ideia, atormenta os futuros papas. “E se desmaio?” Na realidade, são poucos a quem isso sucede. Se efectivamente, o futuro pai deseja assistir ao parto, não se deve deixar influenciar por esse tipo de mito.
Contudo, se não manifestar vontade de assistir ao parto deve tentar falar com a futura mamã e tentar fazer-se entender argumentando as suas motivações. O facto de recear, de evitar presenciar o possível sofrimento tanto da futura mãe, como do recém-nascido é perfeitamente compreensível... São ativados instantaneamente e inconscientemente alguns mecanismos de defesa, aversão aos hospitais, falta de à-vontade, falta de sangue frio e falta de serenidade, são alguns mecanismos utilizados para não presenciar o parto.
Porém, esta opção não deve ser criticada e jamais o pai deverá ser marginalizado! O facto do pai não presenciar o nascimento do seu filho, não tem qualquer tipo de correlação com o desempenho das funções inerentes ao papel do pai. 



 A caminho da maternidade 

Manifestam-se os sinais de parto, as contracções iniciam-se, cada vez mais frequentes e regulares, verifica-se a perda do líquido amniótico... O futuro pai deve estar contactável ou localizável com total disponibilidade para responder de imediato.
O lema é permanecer o mais sereno possível, pois tem a responsabilidade de providenciar o transporte e acompanhar a futura mama à maternidade. Na Chegada, o pai pode ser muito útil, é necessário tratar do processo de admissão, e para tal, facilita ter preparado com antecedência os vários documentos e exames que se devem fazer acompanhar.
É também facilitador o facto de conhecer previamente a maternidade ou hospital, para depois da admissão ir rapidamente ao reencontro da companheira na sala de dilatação, onde poderá prestar a sua cooperação. Independentemente da entrada ou da presença na sala de partos, o acompanhamento permanente à sua companheira durante toda a gravidez é indiscutível. Atenção, Papai, prepare-se o melhor possível e proporcione um contribuição valiosa com nascimento do bebé que esta a caminho.

A preparação do futuro pai


Na sociedade em que vivemos verifica-se a participação do pai nas aulas de preparação para o parto, assim como, o acompanhamento à mãe no momento do parto. A participação no ato do nascimento, permite ao pai assumir o corte do cordão umbilical e assistir ao primeiro banho do recém-nascido.
Os cursos de preparação para o parto são ideais para aprender e praticar algumas técnicas com a futura mãe para enfrentar as dores e o parto. As aulas de preparação para o parto são extremamente relevantes, tanto para o pai como para a mãe. Estas aulas permitem envolver e ensinar o pai, a respirar em conjunto com a mãe, a segurar a sua cabeça durante as contrações e até a ajudar a empurrar.
O pai tem ainda a oportunidade de poder manifestar as suas dúvidas relativamente à gravidez e também adquirir conhecimentos para saber (compreender melhor) como e onde deve permanecer na sala de partos. O lugar mais aconselhável é, normalmente, à cabeceira da cama/ mesa de parto, posição que permite apoiar e animar a sua companheira nos piores momentos, praticar com ela os exercícios respiratórios apreendidos, umedecer os lábios com uma compressa de gaze embebida em água, e assim evitará visualizar aquilo que mais o poderá incomodar. 


A presença do pai na sala de partos deve ser uma mais valia e não um estorvo. Desta forma, é necessário ter consciência do local e contemplar possíveis situações de emergência.



O pai na sala de parto – controvérsias 

A abertura da sala de partos aos pais no decorrer das últimas décadas permitiu o contacto com uma realidade que até então lhes era praticamente inacessível. Todavia, nem todos os homens se sentem preparados para um momento destes, a ideia de ver nascer o filho pode desencadear eventualmente ansiedade e angústia.
A sua presença, aquando do momento do nascimento do bebé, tem sofrido inúmeras controvérsias. Será a presença do pai obrigatória? Impõe-se a sua presença dentro da sala de partos? A maioria das maternidades e hospitais admite a presença do pai durante o trabalho de parto e, hoje em dia, são poucos os pais que recusam assistir ao nascimento dos filhos. É fundamental o casal conversar sobre a presença do pai no momento do parto, uma vez que nem sempre a sua presença é desejada.
O pai deverá compreender a mulher que não deseja a sua presença e prefira a companhia de alguém que já passou pela mesma experiência. Da mesma forma, a mulher deverá tentar compreender a oposição do pai em estar presente aquando do parto, uma vez que pode ser extremamente penoso, ou tornar-se numa experiência traumática assistir ao sofrimento da sua companheira. É essencial respeitar a motivação de ambos.
O desentendimento relativamente a esta matéria não deve desapontar nenhum dos dois. O pai vive o nascimento do recém-nascido de forma emocional e orgulhosa. Sobretudo, pelo apoio emocional que transmite à mãe e pela partilha da própria experiência. 



Fonte: http://familia.sapo.pt/gravidez/parto/bebe_saude/850489-2.html

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