quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SMAM 2011: Contribuição de Josiane Pinheiro

Hoje temos a contribuição da queridíssima Josiane Pinheiro, mãe do Érico. Mais um relato belíssimo, e ela conta como o começo foi difícil, e é para muitas mulheres! Mas como querer é poder, Josi superou todas as adversidades e amamenta Érico até hoje, e até quando eles quiserem! Obrigada pela contribuição Josi! Parabéns pela garra!!


Josi mamando!!
Minha experiência positiva com o aleitamento inicia com a minha própria história: fui amamentada até 1 ano e 2 meses de idade, para época bastante tempo (minha bisa morria de vergonha ao sair comigo e com minha mãe, risos), contudo, meus pais sempre creditaram ao aleitamento o fato de eu ter sido uma criança que pouco adoecia, saudável e esperta. Cresci ouvindo isso, portanto nunca me passou pela cabeça não amamentar. Quando engravidei, busquei mais informações e constatei tudo que aprendi por intuição dos meus pais estava embasado. Segue um link de reportagem, entre tantos, para ilustrar: 


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4991508-EI8147,00-Amamentacao+torna+criancas+mais+inteligentes+diz+estudo.html. 


Érico mamando logo após nascer!
Isso tudo contribuiu para me fortalecer e tornar minha experiência gratificante, mas nem sempre foi assim. Assim como na gravidez a gente ouve falar nas dificuldades de ser mãe, mas o estado de encantamento não nos deixa dar muita importância - ainda bem! -  com a amamentação não foi muito diferente. Quando o Érico nasceu veio mamar direto, pensei que ia ser barbada, como nos cartazes de atrizes amamentando felizes - isso ficaria para mais tarde, pois o início é bem complicado. O primeiro dia foi maravilhoso, ele chorava, ganhava peito e a paz reinava; Entretanto do segundo dia em diante, meu peito começou a doer, rachar, sangrar vi então que a batalha não ia ser fácil. Mas eu não ia desistir, embora muitas vezes eu tenha pensado em fraquejar. Outra dificuldade foi a pressão familiar pelo bico, pois ele mamava muito e me daria um sossego se ele chupasse algo, pois "desse jeito eu não iria aguentar", ou então "ele tá fazendo teu peito de bico"... e assim por diante. Aguentei firme, sei que minha família só quis ajudar a sua maneira, assim como de fato, me ajudou muuuito em tantos outros aspectos, afinal, o que serve pra uns pode não servir para outros. Esse período mais crítico deve ter durado 1 ou 2 meses; me perguntava onde estava o prazer de amamentar, alguém havia me enganado!! Mas ainda bem que o tempo passa e tudo se resolve, ainda mais quando não desistimos do que acreditamos - acho que essa é a grande provação, o obstáculo a "dois passos do paraíso". Descobri então que ninguém havia me enganado! Que alimentar um filho é algo maravilhoso, um presente de Deus! Acredito também que ter superado essas dificuldades tornou a amamentação mais prazerosa ainda. (Esqueci de mencionar que o uso da concha para proteger os seios me ajudou muito, foi uma grande aliada)
Hoje o Érico está com 5 meses e meio, com 8,2Kg, 69cm, se desenvolvendo maravilhosamente bem graças ao aleitamento exclusivo! Nunca teve febre, é uma criança muito sociável e sorridente, mesmo com estranhos, calminho, quase não chora! Isso tudo vale as dificuldades iniciais pois não há palavras para definir o que sentimos ao ver nosso filho crescer e se desenvolver com o alimento que produzimos exclusivamente para ele. É gratificante, prazeroso parar tudo que estamos fazendo para dar peito, colo, carinho... trocar olhares... Não tem preço!! Eu amo muito amamentar!! Quanto ao desmame, quero que ocorra naturalmente, quando ele quiser... Mas desde já, sei que vou sentir falta desses momentos nossos... Acho até que vou ter depressão pós amamentação... risos...

Meu humilde conselho: Acreditar em si, não desistir e contar com recursos que estão aí para ajudar - no meu caso, foi a concha - aconselho. Toda esforço valerá ao ver seu filho crescendo forte e saudável!!

Momento lindo de ser ver!

3 comentários:

  1. nossa, sua história é extremamente igual a minha, eu tb sofri por pouco mais de 2 meses com fissuras nos seios, passei por momentos difíceis... tb usei a concha, e confesso que se tivesse usado durante a gravidez (como minha go receitou), eu não teria sofrido tanto!!! mas agora aprendi!!!rsrs
    mas infelismente, quando comecei a trabalhar, meu bb escolheu ficar com a mamadeira, desistiu de mim!!! sofri e chorei muito por isso mas passou e ele mamou até 6 meses...(até quando quis)

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  2. Oi Juliane! Que bom ver você aqui compartilhando um pouco da sua história! Obrigada pelo comentário!

    Beijo!

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  3. Nessas horas a gente vê que não estamos sozinhas e que os problemas são basicamente os mesmos! Por isso, vale a pena procurar apoio, acreditar em si e não desistir. Caso não tenha conseguido também não se culpar, o mais importante é ter a consciencia tranquila que tentou tudo que podia!

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