quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Parto Domiciliar: baixo risco que vale a pena- por Kalu Brum

Texto que esclarece muito bem que parto domiciliar, observando as condições de saúde da gestante, é muuuuito tranquilo e sem riscos! A jornalista e Doula,  Kalu Brum esclarece vários pontos errados, de uma matéria que saiu na Revista Veja. Leiam com a mente aberta, ok?!


Há exatos 4 anos e 7 meses Miguel nascia nesta casa, em uma área rural de Nova Lima, localizada a 15 minutos de Belo Horizonte. Minha opção pelo parto domiciliar foi a mais acertada, uma vez que era uma gestante de baixo risco, bebê cefálico etc.
Como sabemos as condições para um parto tranqüilo são as mesmas que necessitamos para o ato sexual: baixa luz, não observação, massagem, ambiente quente, liberdade de movimento, expressão, alimentar-se, beber água.
O parto domiciliar continua sendo uma opção segura que tem feito a cabeça de muitas mulheres, fartas do machismo de um parto hospitalar medicocentrista que leva o Brasil a vergonhosa taxa de 80% de cesarianas na rede privada. Por que um conselho médico resolve ir a uma revista de grande circulação comprar divulgar uma matéria desaconselhando o parto domiciliar? Certamente porque o número de mulheres que  procuram esta modalidade de parto tem crescido, afetando os bolsos e os brios dos senhores do parto. “Assumir riscos alegando uma medicina humanizada é uma involução. A medicina bem feita vai da relação entre médico, gestante e equipe envolvida. E é desse relacionamento que se dá a humanização do parto”Silvana Maria Figueiredo Morandini, obstetra conselheira do Cremesp.
Alguém poderia explicar a essa Dra. que humanização significa protagonismo da mulher no parto. E essa relação  médico, gestante e equipe envolvida, em 80% das mulheres usuárias de plano de saúde leva a uma cesárea desnecessária. Ou será que ao comprar planos de saúde ganhamos doenças como circular de cordão, bacia estreita, pressão alta, falta de dilatação? Ou será que as letras miúdas do contrato não avisam que as práticas obstétricas não serão baseadas em evidências científicas?
E quando é que vão explicar que parto em casa não é debaixo da árvore adubada? Os lençóis são limpos e a  equipe que presta assistência segue regras de higiene e condutas muito efetivas como diminuir o risco de infecção por excesso de toques, por exemplo. E com menos intervenções os riscos de problemas caem consideravelmente.
Alguém podia avisar que os casos de parada de progressão, queda do batimento cardíaco, são causados quase sempre por ocitocina sintética, excesso de anestésico? Que as práticas hiospitalares são medieis (quem já viu um Kristeller e episiotomia que o diga). Ou seja, a maneira de estar seguro, dentro de uma medicina baseada em evidência científica é dentro de casa, com uma equipe estruturada. A chance de dar certo é de 99,9% dos casos. E temos lhe dizer que se você cair na lacuna da estatística, se estiver em casa ou no hospital o fim será o mesmo. Ou será que bebês não morrem em hospitais? Alguém avisou esses médicos que cesáreas repersentam 3 vezes mais riscos para mãe e bebê?
Ninguém avisou esses doutores que a equipe que atende a partos domiciliares precisa ter um treinamento para os primeiros socorros e que a mesma assistência que uma criança teria em um ambiente hospitalar recebe em casa ou na transferência até a chegada ao hospital?
De acordo com Eduardo Souza, obstetra e coordenador científico de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, o parto normal tem índices de complicação relativamente baixos. “As chances de complicar são de, em média, 1%. O problema é que uma vez que acontece uma complicação, mulher e criança estão expostas a riscos que podem ser graves”, diz.
E os riscos da cesárea que na rede pública a mulher temn 80% de chance de ser vítima? Ou seja, combate-se a possibilidade de 1% de complicações e não se olha para os 80% que geram milhões de gastos, com UTIs, infecções neonatais etc?
Riscos  apresentados pela revistinha:
Retenção placentária (Em parto natural? Raríssimo e no caso, é possível uma transferência sem complicação)
Ruptura de colo (Sem o uso de ocitocina? Mais arriscado morrer de infecção hospital)
Atonia uterina, quando o útero não se contrai de maneira regular (isso é detectável durante o trabalho de parto, o que levaria a equipe a optar por uma transferência)
Laceração de partes frágeis do corpo, que podem levar a hematoma anal e na bexiga (a episiotomia é uma laceração de quarto grau. E a queda de bexiga geralmente causada pela força dirigida devido a anestesia ou a contratura irregular do útero pela ocitocina sintética)
Falta de oxigenação (geralmente causada pela ocitocina, anestesia, Kristeller, posição deitada).
Todas essas intercorrências são causadas por profissionais despreparados, intervencionistas e apoiados pela instituição hospitalar.
Quer ler evidencia científica sobre Parto Domiciliar? Aqui tem. A revistinha apresenta um fragmento de pesquisa para direcionar os leitores de acordo com o desejo dos anunciantes.
De acordo com Antônio Júlio de Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina, hoje já é possível que o parto seja feito de formas mais humanizadas dentro dos hospitais. Ah, é mesmo? Cite o nome de 5 centros obstétricos decentes? Geralmente as equipes humanizadas, as mesmas que atendem a partos domiciliares são as que realizam partos humanizados em hospitais, a despeito das regras das instituições. Quero ver chegar e parir naturalmente (principalmente na rede privada).
Em alguns centros há salas preparadas especialmente para isso, com treinamento adequado da equipe e maior respeito às necessidades e vontades da gestante. “É ela quem escolhe a posição em que deseja dar à luz ou mesmo se quer ou não tomar anestesia no parto normal. Cada vez mais estamos nos preparando para que a mulher tenha voz ativa.”Ah é? Jura? Quem? Só os médicos que realizam partos domiciliares. A grande maioria nem espera a mulher entrar em Trabalho de Parto. Queria saber se dos 80% das cesáreas, quantas foram realizadas em mulheres em Trabalho de Parto Ativo?
Em casa: Segundo as defensoras do parto domiciliar, existe maior conforto em se dar à luz em casa, onde o ambiente é familiar e é possível ter parentes ao redor. Alto lá! Nunca ouvi ninguém escolher um parto domiciliar por isso. A gente sabe que quanto menos gente melhor.
No hospital: A presença de familiares também é permitida dentro dos hospitais, em número limitado. Em algumas instituições já existem quartos adaptados para o parto. Nesses lugares, a decoração é pensada para que o ambiente se assemelhe a um quarto domiciliar. “Antigamente a única opção era ir para uma sala cirúrgica, dessas que se vê na televisão. Mas hoje já existe o que chamamos de labor delivery room, uma sala própria onde ela fica do início do trabalho de parto até depois de dar à luz”, diz Antonio Julio de Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina. Nossa, sério? Que nos hospitais nem são usadas. Aliás, o Santa Catarina tem quantos % de partos normais?
Em casa: Quando dá à luz em casa, a mulher tem total liberdade para escolher a posição em que quer ter seu filho. Como não há limitação estrutural do hospital, ela é livre para decidir entre dentro da água, de cócoras, de lado ou deitada. Exatamente, e principalmente: respeitada em sua escolha.
No hospital: Quanto mais especializado em parto o hospital, mais infraestrutura ele terá. Isso significa que maternidades, por exemplo, já possuem estrutura suficiente para que a mulher consiga escolher como quer dar à luz. Há desde camas adaptadas para diversas posições, como banheiras em tamanhos adequados para que o obstetra consiga trabalhar. Mas que médicos esperam a mulher entrar em trabalho de parto? Que dirá parto na água?
Em casa: Com o menor uso de medicamentos e de intervenções consideradas desnecessárias, a mulher poderia ainda ter mais controle e uma participação mais ativa no processo do parto, além de ter uma recuperação física mais rápida. Exato, e uma equipe que respeita, apóia e sabe a importância disso.
No hospital: “Nada é feito de maneira obrigatória, a mulher toma anestesia somente quando autoriza ou a solicita”, diz Eduardo Souza, obstetra e coordenador científico de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Luiz. De acordo com o especialista, a gestante pode ainda optar pela presença de doulas, acompanhantes especializadas em técnicas não-medicamentosas para o controle da dor. MENTIRA! A maioria dos médicos não aceita doula, a maioria nem espera a mulher em trabalho de parto, a maioria não acredita em parto sem anestesia, ocitocina. Isso sim é perigoso.
Fonte: Revista VEJA
Do Blog Mamiferas

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