segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Educando os especialistas- Lição 4: Auto-conforto


“O que uma criança não recebe na infância raramente conseguirá oferecer na vida adulta”
- P.D. James

Eu absolutamente adoro a frase acima de P.D. James, pois destaca muito bem os problemas tão esquecidos no nosso mundo atual em relação a criação de filhos. É tão frequente que se empurre as crianças para serem independentes, que parece-se acreditar que a única maneira delas alcançarem a independência é forçá-las a tal. Se não os colocarmos de pé, como eles aprenderão a ficarem de pé sozinhos?
E a maior pressão de todas é para que as crianças regulem suas próprias emoções—ou se auto-confortem, como preferirem.

Vocês ‘especialistas’ nos dizem que, se não deixarmos nossos bebês chorarem sozinhos e se acalmarem, eles nunca aprenderão a se acalmarem. E então o que vemos são muitos pais que acreditam nessa ‘profecia’ e embarcam nessas práticas que prejudicam não somente seus bebês, mas seus pais também. Sim, porque o próprio processo de escutar seu bebê chorando, em prantos, sozinho, é tão duro, que a maneira que os pais lidam com isso é geralmente clamando por aí que eles estão agindo corretamente e que esta é a maneira de ensinar seu filho a se auto-consolar.  Mas, na verdade, o que vocês estão dizendo ao divulgar esse conselho simplesmente não é verdadeiro. Este conselho de deixar o bebê chorando sem consolo para seu próprio bem se apoia numa mentira, e isso TEM que parar.


Nada ou afunda?

O argumento do auto-conforto sempre me lembra do ditado “nade ou afunde” exceto que, nesse caso, seria “chore ou se conforte sozinho”.  Ambos argumentos são igualmente ridículos. Se você pensar com calma, o argumento "nade ou afunde" só é aplicável a quem já sabe nadar, porque alguém que não sabe nadar irá afundar toda vez que for jogado na piscina. Aprender a regular suas próprias emoções não é diferente. A menos que você já aprendeu como fazê-lo, você falhará, e é por isso que seus conselhos aos pais, propondo que lhes "ensinem" seus filhos usando estes métodos não são apenas dolorosos à família, mas não ajudam a criança a longo prazo.

Neste artigo revisaremos as evidências, as teorias e as repercussões a longo prazo do que vocês estão fazendo ao divulgar essas ‘desinformações’.

Evidências a favor do choro para auto-conforto
Devo começar mostrando evidências que alguns de vocês citam em favor dessas técnicas para ensinar regulação de emoções (eu digo “alguns” porque muitos de vocês nem se importam em citar evidências científicas para fundamentar seus argumentos, infelizmente). Thomas Anders, da Universidade da California, é um pesquisador na área de sono de bebês. Ele investigou fatores que levam ao bebê se auto-acalmar, com relação ao sono, no primeiro ano de vida. Muitas de suas pesquisas não suportam o choro sem consolo para aprender a se confortar sozinho (por exemplo, veja [1]), mas infelizmente uma parte de suas pesquisas tem sido usada dessa forma. Em um estudo que visava identificar fatores que poderiam prever a capacidade de auto-conforto no primeiro ano (adormecer sozinho, sem ajuda) ele descobriu que aumentar o tempo de resposta ao bebê (não responder ao choro imediatamente, mas esperar tempos maiores e maiores) após seu despertar aos 3 meses foi um preditor significativo de auto-conforto aos 12 meses [2].  Além desse trabalho de Anders, Karyn France da Universidade de Canterbury na Nova Zelândia examinou o uso de drogas e técnicas comportamentais para tratar de “distúrbios de sonos de bebês” (eu reluto demais com essa expressão já que implica que bebês deveriam dormir a noite toda, o que é ridículo por si só- para mais informações, veja o artigo ‘Expectativas sobre bebês- parte 1 de 2’- http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=1122463&tid=5660783590694158978
ou no Facebook- https://www.facebook.com/note.php?note_id=282770681747348 ). Ela descobriu que os bebês de pais que os ignoravam sistematicamente (isto é, usavam o método choro) tinham mais sucesso em conseguirem que elas dormissem e parassem de chorar, e isso sugere que o sucesso vinha do fato que o bebê aprendia a se auto-confortar (refs. [3][4][5]).

Qual é o problema com essa pesquisa?  O principal método de acessar o “auto-conforto” foi simplesmente o método de extinção do choro. Na lição um (Educando os especialistas- por que o bebê chora? Razões científicas porque treinamentos de sono não são recomendados
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=1122463&tid=5641849622478879557
ou no Facebook- https://www.facebook.com/note.php?note_id=257385097619240 ) conversamos sobre o que significa o cessar do choro e como há outras explicações para o fato do bebê parar de chorar não ter nada a ver com ele ter aprendido a se auto-confortar. A mesma lição se aplica aqui, já que os bebês que pararam de chorar podem simplesmente estar tentando não desperdiçarem energia, e não que aprenderam a se confortarem sozinhos.
Então como podemos examinar o auto-conforto?  Temos que olhar para os comportamentos do bebê que PRECEDEM e que previnem-os de se frustarem ou chorarem, então assim saberemos que o comportamento está na verdade ajudando-os a evitarem o estado negativo de emoções (choro). Pode-se também medir os comportamentos dos pais e então examinar os comportamentos de auto-conforto da criança (ou regulação de emoções, como é chamado mais tarde em crianças mais velhas e adultas).  Felizmente pesquisadores tem feito justamente isso. Mas, antes de discutir isso, quero comentar algumas das teorias que explicariam a falácia do modelo “nade ou afunde”.


Aprendizado por observação, aprendizado guiado e neurônios espelho

A pergunta que temos que fazer a nós mesmos é: como as crianças aprendem? Se o método do ‘nada ou afunda’ fosse bem-sucedido, nós nunca teríamos que ajudar nossos filhos em suas jornadas para entender nada. Mas o fato é que precisamos ajudá-los sim!




Algumas pessoas podem argumentar que nós não estamos ensinando nossos filhos tanto assim- como por exemplo no processo de andar - e eles estão certos. Mas, isso não significa que não estamos ensinando-os nada. Em 1961, um professor chamado Albert Bandura da Universidade Stanford empreendeu uma série de experimentos incríveis, atualmente chamados de ‘Experimentos do boneco Bobo’ (um boneco gigante inflável).  Ele dividiu crianças entre 3-5 anos em grupos e os colocou para observarem um adulto interagir, de modo agressivo ou não, com esse boneco. Ele descobriu que as crianças que testemunharam um adulto agindo agressivamente (dando pancadas no boneco) tinham mais chances de agirem agressivamente também, mesmo que o comportamento não tivesse sido explicitamente ensinado a criança [6]. Esse vídeo é impressionante- http://www.youtube.com/watch?v=Pr0OTCVtHbU

Esses resultados suportam a “Teoria do Aprendizado Social”, uma teoria psicológica que afirma que a aprendizagem social ocorre por imitação até que os conceitos aprendidos sejam internalizados e completamente entendidos [7].  Então, quando se fala de auto-conforto, não precisamos ensinar os bebês explicitamente a como se confortarem, mas simplesmente modelar o comportamento para eles. Em alguns casos, fazemos justamente isso quando os acalmamos, mas esse tipo de aprendizado requer uma maturidade que somente uma criança mais velha que possa entender o comportamento em várias nuances que o auto-conforto pode incluir.

Isto nos leva ao que é chamado de ‘aprendizado andaime’ ou ‘aprendizado guiado’.  Além de simplesmente modelarmos o comportamento, o aprendizado guiado significa que estamos mostrando as crianças os comportamentos de interesse e ajudando-os a aprender como se virariam por si mesmos. Alguns pesquisadores acreditam que, quando os pais confortam seus bebês, eles estão modelando o comportamento que as crianças devem seguir para se confortarem a si mesmos [8][9].  De fato, eles argumentam que é assim que as crianças eventualmente aprendem a se confortarem sozinhas de uma maneira saudável. Mas por que, então, que isso não é internalizado nos primeiros meses? Afinal de contas, muitos de vocês especialistas argumentariam que recomendam aos pais que não deixem seus bebês chorando por um período de tempo, ou que ofereçam conforto durante o dia (enquanto que a noite seria a fase de não oferecer conforto). E então, esses períodos não seriam suficientes para modelar o comportamento para os bebês?  Para responder isso, precisamos examinar o trabalho de Lev Vygotsky.  Além de seu trabalho decisivo e fundamental sobre psicologia e cultura, Vygotsky criou o termo “zona de desenvolvimento proximal” que se refere ao que a criança é capaz de fazer sozinha e ao que ela é capaz de fazer com ajuda [10].  Isto é fundamental, já que tentar ensinar a criança alguma coisa fora de sua zona de desenvolvimento proximal significa que a criança absolutamente não a aprenderá. 
Regular as emoções é uma tarefa complexa e difícil, e é algo que muito provavelmente está longe do alcance de bebês novinhos. Crianças levam tempo para aprender a regular suas próprias emoções, e esse aprendizado ocorre em diferentes épocas para diferentes tipos de regulações. Nesse meio tempo, a aprendizagem guiada sugeriria que nós continuemos a modelar o comportamento, ao responder oaos choros dos bebês, então eles poderiam aprender a fazerem por si mesmos.

Esperar que eles aprendam isso muito cedo significa que eles não somente não irão aprender, mas que também podem nunca mais aprender apropriadamente se pararmos de modelar o comportamento a eles.

Finalmente, ‘neurônios espelho’ merecem alguma discussão aqui. Para quem não está ciente do termo, neurônios espelho se referem a neurônios no cérebro que disparam tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação [11].  Eles já foram identificados em primatas e acredita-se existirem em humanos, mas até agora foram limitados a atos físicos [12]; entretanto, há hipóteses de que desempenham papéis em vários tipos de funções psicológicas, particularmente na teoria da mente (a habilidade de entender os estados mentais e emocionais dos outros)[13][14].  É bem possível que bebês utilizem neurônios espelho para aprender sobre comportamento e regulação de emoções. Mais importante ainda é que isso significaria que eles precisam testemunhar os fatos (como descritos nas teorias de aprendizado social e aprendizado guiado) para que áreas apropriadas do cérebro incorporem aquela informação para ser utilizada quando necessária. Sem esse estímulo seria irracional assumir que neurônios espelho aprenderiam o que eles deveriam aprender; afinal de contas, os pesquisadores que trabalham com neurônios espelho acreditam que eles são a chave para nossa habilidade de imitar [15], e imitação é necessária para quase todos os tipos de aprendizado.

Evidências contra a Hipótese de deixar chorar para desenvolver o auto-conforto

Evidências que responder positivamente ao filho ajuda a regulação de emoções vêm de pesquisas feitas em várias idades. Pesquisadores da Universidade de Oregon trabalharam com a primeira infância, examinando comportamentos que evidenciariam atos de auto-conforto (isto é, aqueles que ajudam a criança a evitar estados emocionais negatives) e descobriram que há várias manifestações de auto-regulação em bebês de 3 a 13.5 meses de idade. Estes atos incluiam alguns que bebês são capazes de fazerem por si mesmos (como arquear as costas para evitar estímulos negativos), mas muitos envolviam o bebê usando sua mãe como ‘tampão’ para ajudar a evitar emoções negativas [16].  Isto sugere que, durante esse período inicial de aprendizado sobre auto-regulação de emoções, bebês tem ciência de suas próprias limitações e são capazes de solicitarem ajuda para regular a negatividade.

Mais importante ainda, essas pesquisas foram feitas durante o dia e usaram uma variedade de comportamentos e jogos para induzir negatividade em bebês. Por isso, não contaram com o parâmetro usual  de ‘bebê parou de chorar e adormeceu’ como parâmetro de auto-conforto. Isto também sugere que crianças que pedem ajuda quando aflitosprecisam dessa ajuda, como os bebês que conseguiram regular suas emoções o fizeram neste estudo; é fato que nenhuma criança foi capaz de se auto-confortar durante TODAS as condições apresentadas a eles- todas precisaram de ajuda. Então, ignorar os pedidos de ajuda do seu bebê não resulta em bebês que se auto-confortam mais rapidamente- eles lidam com a situação da melhor maneira que podem-  mas simplesmente serve como evidência que o pai ou mãe não está lá para ajudá-lo quando eles solicitam.


Como discutido no meu post ‘Meu bebê também chora’ (http://www.evolutionaryparenting.com/?p=556), existem também evidências neurobiológicas de que o choro excessivo (que ocorre quando pais deixam seus bebês chorando sem consolo e sem toque) é prejudicial ao cérebro. A pesquisadora Megan Gunnar da Universidade de Minnesota pesquisou e revisou uma ampla variedade de pesquisas sobre esse fenômeno e descobriu que bebês que são deixados chorando sozinhos sem consolo demonstram uma resposta cerebral ao estresse que se desenvolve no que é chamado perfil neurológico “reativo ao estresse” [17].  Esse perfil reativo ao estresse está relacionado a falha de regulação de emoções  na criança mais velha e na vida adulta e não existe em crianças que foram confortadas quando choravam.

Então, as pesquisas neurológicas sugerem que deixar a criança chorando não somente não conduz a um comportamento de auto-conforto, mas também levam a falha no desenvolvimento de técnicas saudáveis de regulação de emoções.

Finalizando, há evidências científicas com crianças mais velhas que demonstram bem o contrário da hipótese do ‘nade ou afunde’. Primeiro, embora não se tratem de evidências conclusivas, choro excessivo (que é o que se espera ver em crianças que foram deixadas chorando sem consolo) tiveram relação com problemas de regulação de emoções mais tarde  na vida[18].  Embora essas pesquisas não tenham relacionado regulação de emoções com sensibilidade maternal, a sensibilidade abrange uma série de comportamentos maternais, sendo que nem todos pertencem a resposta positiva a aflição do bebê. Pertinente a isso, pesquisas que tentaram isolar o calor maternal e a responsividade ao estresse (os dois maiores componentes associados com “sensibilidade maternal”) descobriram que a resposta ao estresse, mas não o calor, preveu e regulação emocional em crianças de 6 a 8 anos [19].

Mais pesquisas vêm de um estudo longitudinal examinando comportamentos maternais com bebês de 6 meses e então comportamento das crianças aos 2 e 3 anos de idade [20]. Neste estudo, resposta maternal ao estresse do bebê de 6 meses, mas não resposta ao não-estresse, foi relacionado com predição de regulação de emoção e funcionamento sócio-emocional em ambos 2 e 3 anos de idade. Isso foi particularmente verdadeiro para bebês que foram considerados serem temperamentais em ambos 1 e 6 meses de idade. Esta pesquisa destaca as implicações a longo prazo do comportamento dos pais com seu filho, particularmente quando o bebê é ‘sensível’.  Foi muito visível que bebês ‘sensíveis’ tenderam a chorar mais para início de conversa [21] e então entender os efeitos do comportamento dos pais é muito significativo para essas crianças. 


Finalmente, em uma revisão maravilhosa sobre os efeitos da regulação de emoções, Judy Cassidy da Universidade de Estado de Pensilvânia revisou as pesquisas sobre ‘attachment parenting’ e regulação de emoções e descobriu que bebês que tem pais que se envolvem em práticas que promovem vínculos seguros, particularmente a resposta ao choro, tem filhos que demonstram melhor regulação de emoções que os que tiveram vínculos inseguros [22].
Em resumo, há uma grande gama de pesquisas científicas, ambas nos campos da neurologia e da psicologia, que demonstram a importância de se responder aos choros das crianças para facilitar a regulação de suas emoções. A idéia de que o bebê aprenda a se auto-confortar sem ser exposto a comportamentos de conforto de adultos é simplesmente falsa. Bebês são ‘típicos afundadores’ que não conseguem nadar se não os ensinarmos.


Conclusões

É de importância crítica ensinar apropriadamente o seu bebê como regular suas emoções e se auto-confortar. A natureza cíclica de criação (a maneira como criamos nossos filhos tem muito de como fomos criados nós mesmos por nós pais) nos mostram que comportamentos de vínculo e padrões são transmitidos de geração para geração, isto é, crianças tendem a repetir suas experiências [23]. 

Isto significa que pais que não respondem aos choros do bebê na primeira infância terão provavelmente crianças com problemas de regular suas próprias emoções negativas, o que pode contribuir com dificuldades de prover conforto aos seus próprios filhos mais tarde. É um padrão muito difícil de ser quebrado (embora obviamente não seja impossível, já que muitas pessoas que usam meios de criação exemplificados aqui o fazem porque tomaram ciência dos problemas que tinham eram resultados do modo que seus pais lhe criaram). 
Ao promover métodos que resultam em problemas sócio-culturais, vocês ‘especialistas’ estão não somente prejudicando as crianças que passam por dolorosos períodos de choro sem consolo e muito estresse, mas também prejudicam gerações futuras.

Espero que vocês aprendam com essas lições e pelo menos percebam que, mentir aos pais em suas recomendações que ignorem as necessidades de seus bebês não ajuda a ninguém. Os pais merecem ouvir a verdade quando fazem decisões tão importantes sobre como educar seus filhos, eles não podem se basear em mentiras.


Até agora discutimos substancialmente sobre choro (por que o bebê chora, o que leva ao choro, como o toque ajuda, e as mentiras sobre ignorá-lo) e agora começaremos a discutir outro tema que vocês gostam tanto- rotinas. E não somente sobre rotinas gerais que as famílias tendem a fazer (todos nós humanos no final das contas) mas os esquemas rígidos de rotinas que muitos de vocês alegam serem necessários para “ajudar” nossos filhos. Fiquem ligados …


Mais artigos da série ‘Educando os especialistas’:
Lição 1- Educando os especialistas- por que o bebê chora? Razões científicas porque treinamentos de sono não são recomendados
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Lição 2- Educando os especialistas, parte 2- quais são necessidades dos bebês? Só fisiológicas, ou emocionais também? Afinal precisa de colo ou não?
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Lição 3- Educando os especialistas, parte 3- o poder do toque, tanto para o bem como para o mal. E quanto toque afinal o bebê precisa?
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Tradução: Andréia C. K. Mortensen

Referências bibliográficas
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[23] Verschueren K, Dossche D, Marcoen A, Mahieu S, & Bakermans-Kranenburg M.  Attachment representations and discipline in mothers of young school children: An observation study.  Social Development (2006); 15: 659-675.

Fonte:  http://www.evolutionaryparenting.com/?p=578
Publicado em 01 de novembro de 2011, por Tracy G. Cassels.

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