sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CAPACETE PARA A VIDA (por Ricardo Herbert Jones)

ADOREI A COMPARAÇÃO!

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Há umas duas semanas, uma criança foi alvejada na cabeça numa perseguição policial contra um dos mais procurados criminosos do Brasil, que já contava diversas mortes no seu vasto currículo. Essa criança encontrava-se em um Camping com a família, por azar o mesmo local onde o meliante se encontrava. Fatalidade, mas que poderia ter sido talvez evitada, caso a mãe tivesse realizado uma atitude simples, que qualquer pessoa ajuizada poderia (e acredito que deveria) tomar: exigir que as crianças pequenas portem sempre, e obrigatoriamente, um capacete protetor. Não pensem que é absurdo. Raciocinem diante dos eventos no seu dia. Olhem ao redor e vejam as medidas de segurança que utilizamos. Neste fim de semana 9 (nove) pessoas morreram vítimas de trânsito aqui na minha cidade, a maioria por traumatismos crânios-encefálicos. Alguns anos passados minha sobrinha Madalena trafegava seu automóvel e foi abalroada por uma lotação. Estava de cinto de segurança bem afivelado, mas teve um violento choque na cabeça. Ficou vários meses em coma numa UTI, e saiu de lá com seqüelas. Se estivesse de capacete, nada disso teria acontecido. Eu acho inclusive, que usar capacete TODOS os dias seria uma atividade altamente benéfica. Imaginem o número de coisas que podem cair na sua cabeça a qualquer momento, inclusive as famigeradas "balas perdidas". Existem estatísticas até de mortes por cocos que caem de coqueiros fazendo vítimas fatais em todo o mundo. Usar o capacete como usamos sapatos poderia salvar inúmeras vidas. Os detratores da minha idéia genial falam que isso artificializaria a vida, mas eu pergunto: de que vale a "naturalidade da vida" se alguém está morto? Outros reclamam que o número de pessoas salvas pelo uso do capacete seria pequeno, mas eu respondo que se apenas uma vida for salva já terá valido os milhões gastos na distribuição e comercialização deste complemento fundamental da indumentária humana, artefato quem eu já considero indispensável para a nossa espécie. Dinheiro? Basta utilizar um pouquinho apenas do que se gasta com as balas e foguetes nas guerras que ainda temos em nossa época e muito vai sobrar para este projeto. Alguns ainda sugerem que as estatísticas fatalmente mostrariam que, com uma visão mais abrangente e meticulosa, os capacetes do dia-a-dia não ofereceriam um resultado positivo para a população, pois para cada vida salva pelos capacetes várias outras seriam prejudicadas pela menor visibilidade, pela menor transpiração, pelas doenças de pele e couro cabeludo, pela depressão, por sufocação, etc... Para estes eu respondo que vi uma série de TV mostrando uma criança que foi salva (pelo menos até onde tínhamos assistido) por estar portando o seu capacete durante um acidente de automóvel. Para mim, a história dramática e com final feliz de uma criança salva é muito mais importante que um emaranhado de números que não conseguem afetar meus sentidos e muito menos a minha emoção. Para finalizar gostaria de deixar o endereço da firma que abri com meu cunhado para divulgar as nossas idéias e comercializar o nosso produto. Chama-se "Capacete Para a Vida" (ww.capaceteparaavida.com), e combate a discriminação contra os artefatos tecnológicos que obviamente estão ajudando a salvar vidas mundo afora. Sei que ainda temos que lutar contra muitos preconceitos e contra a indiferença dos naturalistas e daqueles que negam o progresso, mas sei também que temos a obrigação de alterara a Criação no sentido de aprimorá-la. Não é assim com as cirurgias salvadoras de hoje em dia? Não é assim com as drogas que aliviam os sofrimentos de grávidas, menopausadas e "tepeêmicas"? Nosso crânio, frágil e delgado, pode e deve ser protegido no dia-a-dia, porque é impossível prever o que vai acontecer nas horas que ainda estão para acontecer. O próximo tijolo pode ser na sua cabeça, lembre disso. Não existe cabeça sem risco! Não existe uma vida sequer que não esteja em perigo, e temos a obrigação de protegê-las. O uso do nosso artefato já foi testado amplamente, com resultados amplamente satisfatórios. Algumas pessoas me respondem que se fossemos realizar estudos sistemáticos sobre a utilização dos capacetes de proteção obrigatórios nunca conseguiríamos provar a sua utilidade. Diriam que eles só poderiam ser usados por motociclistas, bombeiros, policiais, empregados de obras, soldados, etc onde as vantagens suplantariam os malefícios, numa clara alusão a um uso mais "consciente" dos recursos tecnológicos. Falam abertamente de "uso baseado em evidências". Vários alegam serem a FAVOR dos capacetes, mas apenas na categorias profissionais específicas, em que existe risco elevado. Para estas pessoas eu respondo que, na minha experiência pessoal, os benefícios sempre suplantam o risco, porque já vi crianças que até jogando futebol se salvaram de graves danos cerebrais pelo uso dos capacetes salva-vidas. Isso eu posso atestar do alto da minha credibilidade e da minha autoridade como médico. As pesquisas e metanálises sobre esse assunto não comprovaram a sua utilidade, mas eu posso atestar o quanto isso poderia ter sido fundamental no caso da minha sobrinha, e quantas vidas eu imagino que poderiam ser salvas todos os dias. Os estudos não são conclusivos em nada. O que é verdade hoje, amanhã pode ser mentira. Na dúvida, compre o nosso capacete. Ou vai ficar o resto da vida se sentindo culpado...

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2 comentários:

  1. Oláa ana,tem um selo esperando por vc em meu bloguitcho!!

    Bjs bom domingo!

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